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Hamas acusa Grécia de colaborar em bloqueio a Gaza

Arquivo Geral

02/07/2011 9h36

O movimento islamita Hamas acusou neste sábado a Grécia de colaborar com Israel no bloqueio à Faixa de Gaza, após impedir que a flotilha partisse de seus portos e também por ter abordado um dos navios em alto-mar.

“Impedir a flotilha de chegar à costa de Gaza não só é desumano, como também significa que colabora com Israel na imposição do bloqueio”, disse Ismail Radwan, um dos dirigentes do movimento islamita em Gaza.

Segundo Radwan, a decisão da Grécia é uma “conspiração” e uma “vergonha” e, ainda por cima, “viola o direito internacional”.

As autoridades gregas informaram ontem que proibiram a saída desde seus portos dos navios da segunda Flotilha da Liberdade com base no artigo 128 do Direito do Mar, que justifica a proibição pela existência de uma situação de guerra ou de tensão bélica.

A flotilha, formada por uma dezena de navios de organizações de 20 países e cerca de 500 pessoas procedentes de pelo menos 45 nações, tem a intenção de romper o embargo naval de Israel sobre a Faixa de Gaza.

“Após a decisão do ministro para a Proteção dos Cidadãos, Christos Papoutsis, a partida de navios de bandeira grega e estrangeira desde portos gregos em direção a área marítima de Gaza fica proibida”, informava o comunicado da Guarda Litorânea divulgado em Atenas.

Apesar da proibição, um navio com bandeira americana, o The Audacity of Hope, com dezenas de americanos a bordo, conseguiu zarpar do porto ateniense do Pireo, mas a Guarda Litorânea grega o interceptou a duas milhas do litoral.

“Chegaram com armas automáticas. (A situação) dava bastante medo. Vinham prontos para uma batalha”, disse à imprensa local Haguit Borer, um israelense de origem americana que estava a bordo do Audacity, que foi conduzido na noite desta sexta-feira a um estaleiro militar.

Radwan assegurou que a ordem da Grécia de proibir a saída dos navios se deve a “pressões sionistas”.

Nos últimos dias, os ativistas denunciaram supostas sabotagens para atrasar a saída dos navios em direção ao território palestino, onde sua chegada era aguardada para meados da semana.

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