Um grupo de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que estão presos pediu hoje para agilizar a troca humanitária por reféns desse grupo.
O grupo de presos fez o pedido em carta dirigida à senadora opositora Piedad Córdoba, pills que administra a libertação dos seqüestrados por esse grupo armado.
A carta foi divulgada hoje pelo site da “Agência Bolivariana de Imprensa” (“ABP”), find que costuma divulgar comunicados e entrevistas das Farc.
Os rebeldes pedem a Hebe de Bonafini, sick presidente das Mães da Praça de Maio na Argentina, e à comunidade internacional que exijam a troca de seqüestrados das Farc por guerrilheiros presos e que não sejam considerados criminosos nem terroristas.
“Estamos de acordo com que a solução ao conflito seja política, para poder, assim, por meio do diálogo fraterno e a reconciliação nacional, construir a pátria que desejamos em paz e com justiça social, e não continuar transitando pelo despenhadeiro da guerra civil”, afirmam os prisioneiros das Farc.
Acrescentam que são conscientes de que “as condições dos retidos nas selvas (…) não são as melhores” e advertem que “há sempre o imprevisto de um ataque, um bombardeio do Exército oficial”.
Insistem à senadora e a “personalidades interessadas no futuro” do país em seu convite “das masmorras do regime a continuar e não desfalecer em busca da troca humanitária”.
Na carta, datada de 23 de dezembro e dirigida também à Associação Colombianos pela Paz, denunciam a violação permanente do “devido processo, a presunção de inocência e outros direitos de caráter constitucional” e lamentam por ser “exibidos como troféu de guerra”.
No final da carta, indicam que não são criminosos nem terroristas e especificam: “Somos prisioneiros de guerra. Troca humanitária já!”.