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Mundo

Guerrilheiro do ELN resgatado de prisão colombiana teria fugido à Venezuela

Arquivo Geral

08/10/2009 0h00

O guerrilheiro conhecido como “Pablito”, considerado um dos líderes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e por quem o Governo colombiano ofereceu uma recompensa de US$850 mil, teria fugido para Venezuela após ser resgatado de uma prisão de Arauca, se informou hoje.

Em declarações a rádio Caracol, o comandante da Polícia de Arauca, coronel Luis Alberto Ortiz, disse que Carlos Marín Guarín ou Gustavo Aníbal Giraldo Quinchía, do Exército de Libertação Nacional (ELN), poderia haver transpassado a fronteira com a Venezuela.

Em consequência, o Governo colombiano solicitará a colaboração da Venezuela para localizar o guerrilheiro e seus cúmplices, disse Ortiz.

Conhecido como “Pablito” tinha sido capturado em 6 de janeiro de 2008 em Bogotá por membros do Exército colombiano.

Um comunicado do Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário (Inpec) indicou que no resgate foi assassinado um guarda e outro ficou ferido.

Detalhou que “o interno se encontrava na área de recepções, divisória à porta do penal, custodiado por oito membros do corpo de Custódia e Vigilância do Inpec, quando foram atacados por três marginais que se deslocavam em duas motos, abrindo fogo sobre os uniformizados”.

O resgate se registrou nos momentos em que o chefe guerrilheiro ia ser trasladado da prisão de Arauca ao aeroporto da cidade.

Marín Guarín, conhecido como “Pablito”, está é acusado de delitos de rebelião, terrorismo, tráfico, fabricação e porte de entorpecentes, concerto para delinquir e obtenção de documento público falso.

Ao guerrilheiro também se lhe atribui o assassinato, em 1989, do monsenhor Jesús Emilio Jaramillo, que então era bispo de Arauca.

Além disso, está acusado de um ataque no qual morreram há 15 anos oito militares da Venezuela na fronteira com esse país e de pelo menos 200 atentados contra o oleoduto Cano Limón-Coveñas, o mais importante da Colômbia e que conduz o petróleo de Arauca à costa caribenha do noroeste.

As autoridades estimam que “Pablito” é o equivalente no ELN do conhecido como “Macaco Jojoy”, o atual chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O ELN, fundado em 1964 e com cerca de 5 mil integrantes, é a segunda guerrilha do país em tamanho depois das Farc.

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