O partido islamita paquistanês Jamat-e-Islami advertiu nesta segunda-feira (2) que o chefe da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, “não estava sozinho” e opinou que a “guerra” na região continuará apesar da notícia.
“Osama bin Laden é o líder de uma forma de pensar, não está sozinho. É o organizador do maior regime do mundo”, assegurou o porta-voz do Jamat-e-Islami, Shujaat Qamar.
“Acho que a guerra e o confronto (na região) continuarão após a morte de Bin Laden”, acrescentou o porta-voz, que se mostrou reticente em comemorar ou condenar o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o chefe da Al Qaeda morreu.
Difrentes fontes dos serviços secretos paquistaneses (ISI), do Exército, do Governo e de diferentes partidos não responderam aos telefonemas da Efe ou se negaram a dar uma reação oficial.
Uma fonte de inteligência ocidental consultada pela Efe alertou das consequências imediatas que pode ter a morte de Bin Laden no Paquistão e disse desconhecer os detalhes sobre a operação – aparentemente conjunta – que tirou a vida do líder da Al Qaeda.
Segundo Obama, Bin Laden estava em uma mansão na localidade de Abotabad (norte), a cerca de 60 quilômetros de Islamabad, em uma região montanhosa próxima tanto de Peshawar, a capital da província noroeste de Khyber-Pakhtunkhwa, como da região paquistanesa da Caxemira.
No noroeste paquistanês e especialmente nas áreas tribais que fazem fronteira com o Afeganistão – onde se suspeitava que se escondia o chefe da Al Qaeda – atuam vários grupos islamitas ligados ao movimento talibã e à rede terrorista Al Qaeda.
Seus alvos são tanto globais (atentados no Ocidente) como regionais.