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Guatemala e EUA preparam ataques conjuntos contra narcotraficantes, diz imprensa

Acordo entre o governo de Guatemala e os Estados Unidos ampliaria ofensiva do presidente Donald Trump contra cartéis latino-americanos, em meio a críticas da ONU sobre ações militares na região

Redação Jornal de Brasília

28/05/2026 12h42

Foto: Johan Ordonez/AFP

Foto: Johan Ordonez/AFP

A Guatemala e os Estados Unidos concordaram em realizar ataques conjuntos contra organizações do tráfico de drogas no país centro-americano, informou nesta quinta-feira (28) o jornal americano The New York Times.

O porta-voz interino do Pentágono, Joel Valdez, disse à AFP por e-mail que o Departamento da Defesa não “especularia” sobre “operações futuras”, mas observou que a Guatemala faz parte do Escudo das Américas, a aliança de segurança e combate ao crime lançada pelo presidente Donald Trump juntamente com outros 17 líderes da região em março.

A coalizão “é um esforço hemisférico voluntário que reúne 18 parceiros em todo o Hemisfério Ocidental e reflete um compromisso compartilhado de enfrentar as redes de narcoterrorismo e outras ameaças à segurança que desestabilizam nossa vizinhança comum”, acrescentou.

A medida marcaria uma nova escalada na ofensiva de Trump contra os cartéis de drogas que operam a partir da América Latina.

Os Estados Unidos já realizam publicamente operações conjuntas com o Equador, além de exercícios conjuntos com países como El Salvador.

Segundo o jornal, o presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, concordou com os ataques em um telefonema com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, realizado na semana passada.

A nação centro-americana solicitou formalmente “cooperação em operações lideradas pelas forças de segurança guatemaltecas contra organizações de tráfico de drogas” em uma carta endereçada a Hegseth, informou ao jornal o gabinete da Presidência.

O governo Trump começou a atacar embarcações no mar do Caribe e no leste do oceano Pacífico em setembro passado, insistindo que está em guerra contra aqueles que denomina “narcoterroristas” que operam a partir da América Latina.

No entanto, não apresentou provas conclusivas de que as embarcações que ataca estejam envolvidas no tráfico de drogas, fato que gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações.

A ONU denunciou essas ações como “execuções extrajudiciais”.

AFP

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