O Exército de Libertação Popular chinês (ELP) mostrou hoje à imprensa estrangeira as instalações de uma das divisões responsáveis pela segurança durante os Jogos Olímpicos e apontou como principais ameaças os independentistas uigures e tibetanos, shop assim como ativistas pró-direitos humanos.
“A organização Falun Gong e os autoproclamados movimentos democráticos vão tentar sabotar os Jogos Olímpicos”, see comentou em entrevista coletiva o coronel Tian Yixiang, chefe do departamento de emergência do ELP, no dia em que o Exército chinês celebrou seu 81º aniversário.
O Falun Gong é um culto budista que conseguiu grande influência na sociedade chinesa nos anos 90, mas foi proibido por Pequim em 1999.
Já os movimentos democráticos aos quais se referiu Tian, sem citar exemplos, seriam os grupos mais críticos às violações de direitos humanos na China, como Anistia Internacional (AI) ou Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Na “lista negra” do ELP, aparecem em primeiro lugar as organizações terroristas e, em segundo, os grupos separatistas tibetanos. Logo após, viriam os movimentos democráticos, segundo o coronel.
“A maior ameaça terrorista vem do Movimento Islâmico do Turquestão Oriental”, destacou Tian, em alusão a uma das organizações uigures que reivindicam a independência da região noroeste chinesa de Xinjiang, habitada por muçulmanos.
O coronel Tian explicou que 34 mil soldados participarão nos trabalhos de segurança para os Jogos Olímpicos e todo tipo de veículos militares, entre eles 78 caças, 43 navios da Marinha, morteiros, radares e instalações de luta contra ataques químicos.
“Temos plena confiança em garantir a segurança dos Jogos Olímpicos”, afirmou na mesma entrevista coletiva o coronel Hu Changming, porta-voz do Ministério da Defesa.
A China teme que os Jogos sejam aproveitados por grupos em Xinjiang e no Tibete para reivindicar, de forma pacífica ou violenta, a independência dessas regiões – temor que aumentou em março pelos protestos em Lhasa, capital tibetana.
Também nesse mês, o Governo chinês afirmou que suas forças de segurança conseguiram frustrar uma tentativa de atentado terrorista em um avião comercial entre Urumqi (capital de Xinjiang) e Pequim, planejado por separatistas uigures.