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Mundo

Grupo pede fim da violência no Panamá após morte de 30 mulheres em 2011

Arquivo Geral

25/07/2011 23h43

Um grupo de panamenhas denunciou nesta segunda-feira que mais de 30 mulheres foram assassinadas neste ano e exigiu que o Governo do presidente do país, Ricardo Martinelli, implemente medidas para frear a violência de gênero.

 

 

Integrantes dos grupos Espaço de Encontro de Mulheres e da Rede de Mulheres Mesoamericana (RMM) se reuniram nesta segunda-feira na Praça Cinco de Maio da capital panamenha para exigir o fim da impunidade e da violência contra as mulheres.

 

 

“Não ao femicídio”, “Alto à violência de gênero”, “Meu corpo me pertence”, foram algumas das palavras de ordem no protesto.

 

 

A ativista Nelva Reyes disse aos jornalistas que há 19 meses exigem do Governo “que destine os recursos necessários para criar casas de apoio para mulheres maltratadas e uma procuradoria superior contra a violência de gênero”.

 

 

O objetivo da manifestação desta segunda-feira era “denunciar as mais de 30 mulheres que foram assassinadas em 2011 e sensibilizar a população com relação a este problema”.

 

 

“As autoridades não quiseram fazer absolutamente nada frente os assassinatos das mulheres, em sua grande maioria jovens que perderam a vida só por serem mulheres”, segundo indicaram as organizações em um panfleto distribuído na concentração.

 

 

No total, 72 mulheres morreram de forma violenta em 2010, das quais 51 foram classificadas como casos de “femicídios”, segundo um relatório do Observatório Panamenho contra a Violência de Gênero da Defensoria Pública (OPVG) de janeiro passado.

 

 

O Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH) define o femicídio como a morte violenta de mulheres pelo fato de serem mulheres. 

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