O governador da província argelina de Ilizi, a 1,7 mil quilômetros de Argel, foi sequestrado por três homens armados, informou nesta terça-feira o Ministério do Interior argelino em comunicado divulgado pela agência “APS” e aos quais o jornal “Ennahar” vinculou à Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI).
Segundo a nota do ministério, o governador Mohammed Laid Khelfi foi sequestrado na segunda-feira às 16h do horário local (13h de Brasília) quando retornava da região de Debdeb, na fronteira com a Líbia, onde tinha mantido uma reunião com representantes políticos e da sociedade civil.
Em seu retorno, o veículo de Khelfi foi interceptado por três jovens argelinos “armados e identificados”, segundo a nota, que não fornece mais detalhes sobre os sequestradores.
Ao lado do governador viajavam o presidente do Parlamento local, o chefe de protocolo do governo de Ilizi e um motorista, que foram liberados pelos criminosos, que levaram Khelfi em direção à fronteira líbia.
O governador contatou sua família às 21h30 local, embora não tenha revelado sua localização, segundo a versão oficial que não dá mais detalhes sobre a conversa.
O “Ennahar” indicou que os sequestradores estão vinculados à AQMI e, apesar de não ter identificado suas fontes, acrescentou que teriam entrado em território líbio com o refém.
A secretaria do governo de Ilizi, contatada pela Agência Efe em várias ocasiões, afirmou não ter nenhuma informação sobre este assunto, assim como nenhum responsável se encontrava na sede governamental.
Segundo o relato do “Ennahar”, Khelfi havia se deslocado até Debdeb para tentar mediar protestos que explodiram há mais de uma semana, depois que vários jovens foram acusados em um caso relacionado ao terrorismo.
Os sequestradores, como aponta o jornal, estão relacionados com a família do suposto terrorista Mohammed Ghadir, conhecido como “Abdelhamid Abu Zid”, líder da célula terrorista Tariq bin Ziad.