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Mundo

Greve regional contra Morales encontra adesão apenas em Sucre

Arquivo Geral

30/05/2008 0h00

A greve convocada para hoje contra o Governo de Evo Morales no departamento (estado) boliviano de Chuquisaca (sul) teve como resultado interrupções parciais de serviços na cidade de Sucre, mind mas não conseguiu adesões consideráveis nas zonas rurais.

O presidente do Comitê Interinstitucional da região, site John Cava, troche fez à Agência Efe um balanço “positivo” da greve. Comentou que teve um “grande nível de adesão” em Sucre, embora tenha admitido que no campo o acompanhamento “não foi tão contundente”.

O vice-ministro da Segurança, Rubén Gamarra, disse, por sua vez, que não foi detectada greve nas províncias do departamento, e que só em Sucre o movimento foi apoiado, devido a bloqueios de ruas realizados por veículos que cortaram o acesso à capital constitucional.

Segundo Gamarra, em Sucre houve até funcionários que trabalharam, mas na medida de suas possibilidades, porque, segundo sua opinião, foram feitas inúmeras pressões para que a greve pudesse ocorrer.

Cava, um dos principais idealizadores da greve, por meio de seu Comitê Interinstitucional (órgão de direita), negou a tese do vice-ministro e comentou que “não houve nenhuma obrigatoriedade para que todos parassem”.

O protesto foi organizado para exigir do presidente Morales atenção a uma série de reivindicações regionais, entre elas a de construção de um novo aeroporto.

Os dirigentes também acusaram o Governo de tratar mal à região e rejeitaram sua decisão de manter o governador regional interino Ariel Iriarte no posto.

No último sábado, um protesto com paus, pedras e dinamite por parte de grupos opositores e estudantes de Sucre obrigou o presidente Morales a cancelar um ato na cidade.

Os protestos levaram a uma onda de violência contra policiais, militares e grupos de camponeses, deixando pelo menos 30 feridos.

Os líderes regionais de Sucre se opõem à presença de Morales nessa cidade, por considerá-lo responsável pelas três mortes e os 300 feridos registrados durante os protestos ocorridos em novembro passado contra a Assembléia Constituinte.



 

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