Menu
Mundo

Greve geral paralisa Grécia

Arquivo Geral

11/05/2011 14h38

Uma nova greve geral paralisou nesta quarta-feira a vida pública na Grécia, em uma jornada na qual foram registrados enfrentamentos entre a Polícia e manifestantes e em meio a rumores sobre a necessidade de novas ajudas financeiras ao país.


Os serviços administrativos, as escolas, o transporte público e dezenas de voos nacionais e internacionais foram afetados pelo protesto contra a política de austeridade impulsionada pelo Governo socialista.

Apenas em Atenas, cerca de 20 mil pessoas saíram às ruas para manifestar sua oposição a essa política.

A Polícia enfrentou alguns manifestantes, que lançaram pedras contra os agentes. Os policiais, por sua vez, responderam com bombas de gás lacrimogêneo.

No total, 24 pessoas foram detidas, e, segundo o serviço de ambulâncias de Atenas, 12 manifestantes e dois policiais ficaram feridos, incluindo um homem de cerca de 30 anos que está em estado grave.

Apesar dos incidentes, o sindicato de funcionários Adedy manifestou sua satisfação pela “participação” e pelo “espírito” de seus membros no protesto desta quarta-feira, quando se completa um ano da introdução dos primeiros cortes determinados pelo Governo.

O Executivo do primeiro-ministro socialista Yorgos Papandreou quer adotar a partir da semana que vem novas medidas de austeridade e privatizações, o que foi determinante para a greve desta quarta-feira.

“O povo demonstrou seu profundo descontentamento e sua preocupação com o novo pacote de medidas que o Governo pretende implantar”, declarou à Agência Efe um porta-voz do Adedy.

A greve desta quarta-feira, a segunda deste ano e que incluiu também os jornalistas, ocorre em meio a um clima de grande tensão pelas informações divulgadas nos últimos dias pela imprensa nacional e internacional sobre a necessidade de um novo resgate milionário à Grécia.

Precisamente, enquanto milhares de gregos saíam às ruas das maiores cidades do país, o conselho de ministros revisava as novas medidas para arrecadar 76 bilhões de euros até 2015, que serão tramitadas no Parlamento em 18 de maio.

O programa a médio prazo inclui a privatização de empresas estatais e cortes adicionais no setor público, entre eles a redução do número de funcionários em cerca de 30 mil pessoas e a alocação ou venda de parte da propriedade imobiliária do Estado.

O Governo também anunciou um projeto para acabar com a evasão de impostos, que representa atualmente mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB), a fim de arrecadar 12 bilhões de euros.

Segundo o jornal ateniense “Kazimerini”, a missão de especialistas da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) que inspeciona em Atenas as medidas de poupança iniciadas parece concluir que há um rombo de 6 bilhões de euros em relação às metas iniciais e que as reformas estão muito lentas.

A atenção está centrada na reunião que manterão os ministros de Finanças da UE na próxima segunda-feira.

Em todo caso, não se esperam decisões sobre uma reforma do programa de ajuda à Grécia até que seja publicado o relatório da missão estrangeira em Atenas.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado