Os trabalhadores gregos estão convocados amanhã para uma greve geral de 24 horas com a qual pretendem paralisar a vida do país, em protesto contra as medidas anunciadas pelo Governo para fazer frente à grave crise econômica.
Colégios, hospitais, repartições públicas, postos de alfândega e companhias privadas não funcionarão. Jornalistas e profissionais da área técnica da televisão se juntaram ao chamado, o que se traduzirá em um blecaute informativo de 24 horas.
No total, 400 voos, incluídos os internacionais, foram cancelados devido à participação dos controladores aéreos na greve.
A partir da meia-noite de amanhã (hora local), o espaço aéreo permanecerá aberto apenas para voos de emergência.
Também ficarão suspensas as viagens marítimas para as ilhas gregas e para a Itália. Além disso, não funcionarão os trens de longa distância e urbanos, assim como o metrô e os bondes. O restante do transporte público fará diversas interrupções durante o dia.
A greve foi convocada pela Confederação Geral de Trabalhadores da Grécia (GSEE) em resposta ao plano do Executivo de cortar em 10% os gastos públicos para este ano, congelando os salários e aumentando a idade de aposentadoria.
O Governo do socialista Giorgos Papandreu deixou claro que não há alternativa para superar a crise econômica, sem precedentes nas últimas décadas, e que ameaça a credibilidade da zona do euro.
Os outros países que utilizam o euro exigem que Atenas consiga levar o déficit público de 12,7% para 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
O déficit, o maior da zona do euro, e a dívida pública de 300 bilhões de euros, junto com a acusação de suposta falsificação de dados sobre a economia, abalaram a credibilidade da Grécia nos mercados internacionais.
Atualmente, uma equipe de observadores da Comissão Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE) está na Grécia para supervisionar a execução das medidas exigidas para superar a crise.