As autoridades americanas localizaram 146.000 menores que entraram nos últimos anos de forma irregular e sem acompanhamento no país, mas ainda falta localizar 300.000, declararam, nesta quinta-feira (11), membros do governo do presidente Donald Trump.
O número de imigrantes sem documentos que entraram nos Estados Unidos durante a Presidência do democrata Joe Biden (2017-2021) é um tema polêmico nos Estados Unidos.
Cerca de 52 milhões de imigrantes (nascidos fora dos Estados Unidos) residem atualmente no país, segundo o centro de análise Pew Center, com base em dados oficiais de agosto de 2025.
Aproximadamente 14 milhões estão em situação irregular, um recorde histórico, segundo dados de 2023.
“Encontramos 146.000 jovens até agora. Ainda temos cerca de 300.000 desaparecidos”, disse, durante coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin.
Segundo o governo, a maioria dos menores identificados estava em lares de acolhida, para onde foram enviados provisoriamente após serem detidos pelas forças de ordem.
De acordo com a diretora interina do Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR), Angie Salazar, foram identificados “mais de 81.000 endereços que foram usados repetidamente para acolher as crianças”.
Em muitos destes lares, as famílias de acolhida tinham muitos menores sob seus cuidados.
Sem detalhar quantos, a diretora afirmou, ainda, que alguns dos 146.000 menores identificados sofreram abusos sexuais, alguns cometeram crimes e outros morreram.
As autoridades do governo anterior “permitiram que patrocinadores sem verificação viessem recolher 450.000 crianças em nossas fronteiras”, denunciou Mullin.
Os menores sem documentos que agora são adultos estão em processo de deportação.
Mullin afirmou que atualmente existe apenas uma instalação, no Texas, para acolher as famílias com menores que entram ilegalmente pelo sul do país porque os controles fronteiriços reduziram o problema drasticamente.
As medidas drásticas contra a imigração ilegal e as grandes dificuldades para que os migrantes legais possam se estabelecer no país criaram polêmica dentro e fora dos Estados Unidos.
Batidas em cidades como Los Angeles e Minneapolis provocaram mortes durante protestos civis, mas o governo federal assegura que estas grandes operações policiais vão continuar em breve em cidades-santuário, como Nova York.
AFP