FOLHAPRESS
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou nesta quarta-feira (2) que o governo Donald Trump avalia a possibilidade de aumentar as tarifas de importação sobre semicondutores, em uma tentativa de levar mais fábricas do setor para o país.
“Se você fabricar nos Estados Unidos, nós lhe daremos isenção de tarifas. Se você não fabricar nos Estados Unidos, você pagará tarifas”, afirmou o secretário em entrevista à emissora de televisão CNBC.
A medida repete a estratégia adotada em outros setores como a indústria automobilística e de aço e alumínio, nas quais Trump anunciou taxas de importação, mas não as cobraria de quem levasse a sua fabricação para o território norte-americano.
“Acho que o que veremos é uma política tarifária direcionada e bem pensada”, destacou Lutnick, que afirmou ter compromissos de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,19 trilhões) de empresas como a TSMC e a Micron para instalação de fábricas nos EUA.
Na semana passada, o site Político informou que a nova proposta tarifária poderia incidir sobre uma gama mais ampla de produtos tecnológicos. Em vez de visar apenas os microchips, as tarifas também se aplicariam a produtos que os utilizam, como laptops, consoles de videogame e servidores de data centers.
O crescimento de produção de chips por causa do boom de IA impulsionou o aumento de 13,72% no PIB (Produto Interno Bruto) de Taiwan no primeiro semestre deste ano, melhor resultado do país desde 1976.
A TSMC elevou neste mês suas projeções de gastos para 2026, antecipando a demanda por IA, bem como o custo crescente de expansão de capacidade -particularmente à medida que avança com uma expansão de US$ 265 bilhões no Arizona, nos EUA.