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Mundo

Governo perseguirá terroristas com todos os instrumentos de Estado

Arquivo Geral

07/03/2008 0h00

O presidente do Governo espanhol, adiposity José Luis Rodríguez Zapatero, condenou o “atentado criminoso” cometido hoje pela ETA e afirmou que perseguirá os terroristas “com todos os instrumentos do Estado de Direito” e que o grupo não tem outro destino que não seja seu desaparecimento.


Também disse que com o assassinato do ex-vereador socialista Isaias Carrasco, a organização terrorista quis “interferir hoje na pacífica manifestação da vontade dos cidadãos convocados às urnas” no próximo domingo nas eleições gerais na Espanha.


“Mas a democracia espanhola já demonstrou que não admite que seus princípios básicos sejam violados”, acrescentou Zapatero em seu primeiro comparecimento público após o atentado que hoje matou, no país Basco, Carrasco, de 43 anos, assassinado na presença de sua filha.


“O Governo perseguirá os terroristas com todos os instrumentos do Estado de Direito”, assinalou Zapatero.


“Sabíamos que a ETA poderia ainda causar dano e dor irreparável aos espanhóis. Hoje acrescentaram uma vítima mais à sua longa lista de desonra”, acrescentou o chefe do Executivo e candidato socialista às eleições de domingo.


Acrescentou também que a organização terrorista “já está vencida pela democracia, está repudiada e isolada pela totalidade dos espanhóis e pela sociedade basca, por isso não tem outro destino que o desaparecimento e seus membros não têm outro futuro que a prisão”.


“Juntos, o Governo, os partidos políticos, organizações sociais e sociedade civil defenderão nossas instituições e nossas liberdades, juntos todos acabaremos com esta praga que assola a sociedade espanhola há décadas”, concluiu Zapatero, que soube da notícia do atentado na cidade de Málaga, depois de um ato eleitoral e desde onde retornou a Madri.


O assassinato de Carrasco aconteceu no último dia da campanha eleitoral para o pleito do próximo domingo.


Os dois principais partidos políticos espanhóis, o governamental Partido Socialista (PSOE) e o Partido Popular (PP), o principal da oposição, decidiram suspender a campanha eleitoral.


Isaias Carrasco é a primeira vítima mortal da ETA em 2008 e a quinta desde que o grupo terrorista rompeu o cessar-fogo que havia declarado com o atentado no Terminal Quatro no aeroporto madrileno de Barajas, em 30 de dezembro de 2006.


Nesse atentado perderam a vida dois cidadãos equatorianos e ficaram feridas outras dezenove pessoas, enquanto no final de 2007, em 1º de dezembro, dois guardas civis espanhóis foram assassinados a tiros em Capbreton (França) quando atuavam como vigias de supostos membros da ETA no país vizinho.


A ETA assassinou a mais de 800 pessoas em sua busca pela independência do País Basco da Espanha, que empreende há mais de três décadas.

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