O Governo colombiano disse nesta quinta-feira que oferece as garantias necessárias para que a libertação de cinco reféns anunciada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ocorra “o mais rápido possível” e que autoriza a ex-senadora Piedad Córdoba a participar do processo.
Em comunicado do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, o Governo exige das Farc a “imediata libertação” de todos os sequestrados.
Esta foi a resposta do Governo ao anúncio feito nesta quarta-feira pelas Farc de que libertarão incondicionalmente cinco reféns (um policial, dois militares e dois políticos) como “gesto de humanidade” com Piedad, destituída recentemente de seu cargo de senadora por suposta ligação com a guerrilha.
O Governo “está disposto a garantir todas as condições de segurança requeridas para a libertação o mais rápido possível”, diz o comunicado oficial.
A nota acrescenta que autoriza Piedad Córdoba “para antecipar os trabalhos de facilitação que conduzam à dita libertação, sempre e quando os mesmos sejam feitos com absoluta e total discrição”.
“Nos próximos dias, a Alta Secretaria para a Reintegração anunciará a designação do interlocutor do Governo no trabalho de facilitação”, acrescentou.
O comunicado termina dizendo que o Governo “exige a imediata libertação de todos os reféns que as Farc mantêm em seu poder”.
O policial Guillermo Solórzano, sequestrado em 2007, o cabo do Exército Salín Sanmiguel (2008) e o infante da Marinha Henry López Martínez (2010), assim como Marcos Vaquero, presidente do conselho municipal de San José do Guaviare, e a Armando Acuña, que tinha o mesmo cargo na localidade de Garzón (Huila), ambos sequestrados em 2009, são os reféns que as Farc estão dispostas a libertar.
A guerrilha assegura que “a decisão foi tomada e a data dependerá das garantias do Governo para que a senadora Piedad possa receber os libertados”, que estão entre os sequestrados com menos tempo em cativeiro.
Desde janeiro de 2008, as Farc entregaram 14 sequestrados, entre políticos, policiais e militares, a Piedad, destituída e sancionada recentemente pelo Ministério Público a 18 anos de proibição de exercer cargos públicos por supostos vínculos com a guerrilha, algo que ela nega.
Piedad disse nesta quarta-feira à imprensa colombiana que quer se reunir com o presidente Santos para tramitar a libertação dos cinco sequestrados. “Eu tomo esta carta das Farc como uma busca de diálogo político, de encontro com a sociedade”, disse a ex-senadora à rádio “RCN”.