O Governo colombiano não tem mais o que oferecer às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), more about após a aceitação pelo presidente Álvaro Uribe de uma zona de encontro para negociar um acordo humanitário com essa guerrilha, disse hoje o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.
Segundo disse o ministro em uma entrevista à rádio RCN de Bogotá, o Governo já esgotou a margem de manobra na busca de uma saída para o caso dos 45 seqüestrados pelas Farc, para serem trocados por 500 rebeldes presos.
O Governo já deu sua última cartada aceitando esta proposta da Igreja, aceitando a zona de encontro, e acho que é uma demonstração a mais da vontade que o presidente e o Governo sempre tiveram de facilitar o acordo humanitário, disse Santos.
O ministro se referia ao anúncio de Uribe de acolher uma iniciativa levada ao Executivo pela Conferência Episcopal da Colômbia (CEC) para estabelecer um cenário no qual as partes possam se sentar para negociar uma solução à crise dos seqüestrados.
Por decisão de Uribe, a Igreja Católica será a única instância de facilitação na busca de uma aproximação com as Farc e, também, na negociação do acordo humanitário, tarefa na qual o Executivo terá como porta-voz o alto comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo.
Com relação a isso, Santos disse que o Ministério da Defesa está disposto a facilitar a presença da Igreja na zona de encontro que for pactuada pelas partes, o mesmo para a delegação insurgente, que poderá contar com salvo-condutos.