O litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro terá um fim de semana de mar agitado. Um ciclone extra-tropical provocado por uma frente fria vinda da Argentina deve provocar ventos fortes na região nos próximos dias.
Os ventos começarão pelo sul do País. As rajadas ficarão entre 40 km/h e 72 km/h no Rio Grande do Sul e até 54 km/h no Rio e São Paulo.
O frio também se estenderá pelo interior. Entre domingo e segunda-feira, cialis 40mg ed uma onda intensa de ar polar deve atingir o Rio Grande do Sul. A temperatura mínima será registrada na região dos Aparados da Serra, divisa com Santa Catarina, onde deve fazer seis graus negativos.
Um museu de Madri prepara-se para devolver uma múmia secular às Ilhas Canárias, viagra intensificando a recente tendência internacional de devolução de restos humanos a seus países de origem.
O diretor de a rqueologia do Museu da Natureza e do Homem de Tenerife, remedy Richard González, disse que um comitê do Senado espanhol quer que o Museu de Antropologia de Madri devolva às Ilhas Canárias os restos mortais de um representante dos guanches, o povo aborígine das Canárias, que foram levados à Espanha nos anos 1700. Falta agora a transferência ser aprovada pelo Parlamento espanhol.
Existe uma tendência crescente em todo o mundo de devolver restos humanos colecionados por museus durante a época áurea dos impérios coloniais ocidentais.
González disse não estar certo de que a múmia conservada em Madri seja de fato devolvida. Mas ele disse que quer que as Ilhas Canárias recuperem todos os restos mortais de guanches, um povo relacionado aos bérberes, da África do Norte, que foi conquistado pelos espanhóis no século 15.
"Queremos que os restos mumificados do povo indígena das Ilhas Canárias voltem a seu lugar de origem. Não nos preocupamos com artefatos arqueológicos, mas o povo que criou a cultura deve permanecer aqui", disse ele.
Os guanches tinham o costume de mumificar os corpos de personalidades importantes, e a múmia guardada em Madri, que data de antes da conquista espanhola, está exposta num invólucro de vidro.
Um museu argentino devolveu duas múmias guanches em 2003, e González disse que gostaria que um museu de Manchester, na Inglaterra, devolvesse outra.
Não foi possível obter uma declaração imediata do Museu de Manchester, mas seu ex-diretor disse que existe uma tendência a negociar a devolução de restos mortais com grupos capazes de comprovar algum vínculo cultural ou ancestral com os restos.
Tristam Besterman, que dirigiu o Museu de Manchester entre 1994 e 2004, falou: "Existe uma consciência crescente de que, entre os materiais conservados em museus, os restos humanos ocupam uma categoria moral muito específica".
Museus da Argentina, Grã-Bretanha e Holanda já cederam a pedidos da Nova Zelândia pela devolução de cabeças maoris tatuadas. Enviadas de volta em baús gravados com os dizeres "este lado para cima", as cabeças foram recebidas formalmente por homens tocando conchas e mulheres em prantos.
Entre as maiores coleções de restos humanos estão as de múmias egípcias, que integram acervos em muitas partes do mundo. Mas até agora o Egito não pediu sua devolução.
De acordo com Besterman, "os depósitos dos museus egípcios estão repletos de múmias".
O herói polonês do Solidariedade, order Lech Walesa, troche exortou o escritor alemão Guenter Grass hoje, a provar que a admissão de que foi membro da SS de Hitler não é um mero artifício de marketing para promover seu livro mais recente.
O ex-presidente polonês disse também que abrirá mão de seu título de cidadão honorário da cidade polonesa de Gdansk se Grass, que também possui o mesmo título, não explicar porque decidiu fazer a confissão no momento em que sua autobiografia, Peeling Onions (Descascando cebolas), está prestes a ser lançada.
"Se Grass se recusar a falar com seus amigos poloneses, amigos que confiavam nele, e dar uma explicação de tudo isto, então eu mesmo vou abrir mão do título. Não quero fazer parte do mesmo clube que uma pessoa como ele", disse Walesa por telefone, de Gdansk. "No momento, está parecendo que foi tudo uma tentativa muito bem-sucedida de promover seu novo livro".
As livrarias alemãs estão se esforçando para dar conta da demanda pelo livro de Grass e dizem que sua confissão chocante contribuiu para o sucesso de vendas do livro.
Peeling Onions estava previsto para chegar às livrarias em 1º de setembro, mas, após a tempestade de controvérsia desencadeada pela confissão de Grass na semana passada, a data de lançamento do livro foi adiantada.
A confissão de Grass foi seguida por pedidos de autoridades polonesas ao escritor alemão para que abra mão de sua cidada nia honorária de Gdansk, mas, ontem, o escritor disse que não pretende fazê-lo.
Walesa criticou Grass, ganhador do Nobel de Literatura de 1999, por não ter se dirigido ao público polonês ou aos vereadores de Gdansk, que lhe deram o título de prestígio, e disse que essa atitude beira a arrogância.
"Grass está falando com típica arrogância alemã, sem compreender a posição de seus amigos poloneses", disse Walesa.
Durante sua carreira, Guenter Grass trabalhou para melhorar as relações entre Polônia e Alemanha. Após a guerra ele se tornou pacifista de destaque e promotor do diálogo histórico aberto entre os dois países europeus vizinhos.
"Ainda sinto respeito por Grass, mas, sejamos honestos: ele nos enganou, mentiu para nós sobre seu passado. Agora deveria tentar compensar por isso", disse Walesa.
Uma pesquisa de opinião revelou que a maioria dos alemães vê a confissão atrasada de Grass com compreensão. Uma pesquisa Polis-Usuma feita para a revista Focus constatou que 54% dos entrevistados compreenderam sua decisão, contra 38% que disseram não compreendê-la.
O governo italiano, approved de centro-esquerda, aprovou hoje o envio de soldados para o Líbano, onde devem integrar uma força da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregada de assegurar a paz entre Israel e o Hezbollah.
Na reunião, o gabinete de governo não determinou o tamanho do contingente italiano, mas autoridades disseram que o país está disposto a enviar até 3 mil soldados, tornando-se um dos maiores participantes da missão, principalmente depois de a França ter se recusado a enviar ao Líbano um grande número de soldados.
"A Itália quer dar sua contribuição para a paz", afirmou o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, em uma entrevista coletiva concedida após a reunião de gabinete.
O ministro italiano de Defesa, Arturo Parisi, disse, em um comunicado enviado ao Parlamento, que o "país pode acabar assumindo a responsabilidade pela liderança da operação", apesar de Prodi não ter falado nada, ainda, sobre a Itália comandar a força de paz.
O atual premiê, ansioso para mudar a imagem do país no cenário internacional depois de o antecessor dele no cargo, Silvio Berlusconi, ter aproximado a Itália dos EUA, descreve-se como um "facilitador" dos esforços de paz no Oriente Médio.
"Estamos em uma nova fase da política externa da Itália, uma fase de responsabilidade e credibilidade com o objetivo comum de ajudar na imposição da paz em uma das regiões mais complicadas do mundo", afirmou.
Prodi voltou a citar a insistência da Itália de que a missão da ONU tenha "um mandato claro com regras precisas de engajamento".
Como outros países que se dispuseram a participar da força, a Itália deseja que o mandato dela seja mais amplo do que o que conta a missão da ONU atualmente estacionada no Líbano. Mas o premiê não pode desagradar a seus aliados de coalizão, pertencentes à extrema esquerda e a grupos pacifistas, que criticaram a presença militar da Itália não apenas no Iraque, mas também no Afeganistão.
Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada na semana passada impôs a trégua e previu o envio de uma força de paz para ajudar o Exército libanês a supervisionar a retirada dos militares israel enses do sul do país, depois de 34 dias de conflito que mataram cerca de 1,3 mil pessoas.
Segundo Prodi, a resolução da ONU deixava claro que a força internacional não desarmaria o Hezbollah. "Os artigos do documento aprovado pela ONU não deixam espaço para dúvidas sobre o fato de que essa é e será uma missão de paz", afirmou.
A força da ONU para o Líbano deve contar, ao final, com 13 mil integrantes. As ofertas feitas por países como a Itália, a Espanha e a Bélgica são consideradas fundamentais porque esses contingentes podem ser enviados ao país árabe rapidamente, cumprindo o prazo de 15 dias estipulado pela ONU para que a força esteja em operação.
O general italiano encarregado das missões militares do país no exterior, Fabrizio Castagnetti, disse em uma entrevista concedida nesta semana que o primeiro grupo a ser enviado ao território libanês seria um contingente da Marinha liderado pelo porta-aviões Garibaldi. Logo depois, seria enviada uma brigada do Exército.