O Governo dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira que as reformas nos serviços de espionagem melhoraram a qualidade, a quantidade e a velocidade da entrega de dados aos responsáveis políticos e da defesa nacional, frente às deficiências divulgadas em um relatório feito pelo “The Washington Post”.
A série do jornal, fruto de dois anos de investigação, documenta o crescimento dos serviços de inteligência desde os atentados de 2001 e assinala que estes cresceram “de forma descontrolada”, ao ponto de que possivelmente estejam duplicando o trabalho sem melhorar a segurança dos Estados Unidos.
Mas o diretor nacional de Inteligência (DNI) interino, David C. Gompert, disse em comunicado que a série de reportagens do jornal “não reflete a comunidade de inteligência que conhecemos” e que os empregados de inteligência melhoraram as “operações, impediram ataques e estão conseguindo uma infinidade de sucessos a cada dia”.
As reformas realizadas até o momento “melhoraram a qualidade, quantidade, regularidade e velocidade de nosso apoio aos responsáveis de política, soldados e defensores do território nacional, e continuaremos nossos esforços de reforma”, assegurou Gompert.
“Trabalhamos constantemente para reduzir as deficiências e redundâncias”, acrescentou.
Gompert, cujo escritório foi criada em 2004 para uniformizar o trabalho dos serviços de inteligência, explicou que existe certo nível de duplicação de trabalho entre as distintas agências com o objetivo de fortalecer a análise das tarefas de inteligência.
“Os desafios pela frente são difíceis e complexos. Continuaremos esquadrinhando nossas próprias operações, buscando formas de melhorar e no adaptar”, continuou Gompert, ao assegurar que a comunidade de inteligência trabalha com o Congresso para as tarefas de supervisão e reforma desta burocracia.
Como exemplo do aumento burocrático da comunidade de inteligência, o jornal “The Washington Post” afirmou que 854 mil empregados federais têm acesso a materiais secretos e que “em Washington e seus arredores, desde setembro de 2001, se construíram ou estão em construção 33 complexos de edifícios para trabalhos secretos”.
Em declarações ao jornal, o secretário de Defesa, Robert Gates, reconheceu que o crescimento da comunidade de inteligência desde 2001 é “um desafio”, não só para o DNI, mas também “para qualquer outro indivíduo”.