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Mundo

Governo do México autoriza saída de sobrevivente equatoriano da chacina

Arquivo Geral

30/08/2010 11h17

O Governo do México autorizou a saída do país do equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, único sobrevivente da chacina que deixou 72 imigrantes mortos na semana passada, anunciou hoje o subsecretário de Assuntos Consulares da Chancelaria de Quito, Leonardo Carrión.

O funcionário declarou à rádio “Sonorama” que Pomavilla recebeu alta do hospital e que “o Governo mexicano já autorizou sua saída” do país. Por isso, avançam os trâmites para levá-lo de volta ao Equador, “em meio a uma segurança especial que deve ter”.

“Está se coordenando com as autoridades mexicanas para que um avião nosso o traga de volta ao Equador nos próximos dias”, disse Carrión, sem especificar a data.

Pomavilla foi ferido na garganta ao ser baleado pelos autores da chacina, que ele atribuiu ao cartel Los Zetas, grupo envolvido com o narcotráfico. No entanto, ele conseguiu escapar do local na segunda-feira passada e avisar às autoridades sobre o ocorrido.

Carrión indicou que Pomavilla já não está no estado mexicano de Tamaulipas, onde ocorreu a chacina. Embora já tenha recebido alta, ele permanece internado em um hospital da Marinha, num local não revelado.

Segundo o subsecretário, Pomavilla “está totalmente fora de perigo”, mas “vai requerer cuidado e tratamento ambulatório longo, reconstrução da mandíbula e cura das feridas, mas já não precisa estar hospitalizado”.

O subsecretário assinalou também que Pomavilla pode ser convocado nos próximos meses para ajudar nas investigações da chacina e disse que, caso isso aconteça, o equatoriano viajará “sob proteção especial ao México para depor”.

“Mas, neste momento, a segurança mexicana e o Governo equatoriano convieram que é melhor que ele retorne” ao Equador, acrescentou Carrión, sem descartar que a viagem de Pomavilla possa acontecer ainda nesta semana, “mas dentro do esquema de segurança”.

Segundo o funcionário mexicano, o Governo equatoriano tem várias informações de equatorianos que estão nos Estados Unidos que temem ter algum parente entre as vítimas do massacre.

Carrión pediu aos equatorianos que não arrisquem suas vidas em viagens como a de Pomavilla, nas quais imigrantes tentam entrar ilegalmente nos EUA pela fronteira do México, pagando cerca de US$ 11 mil aos ‘coiotes’.

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