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Mundo

Governo de união toma posse no Zimbábue em meio à confusão

Arquivo Geral

13/02/2009 0h00

O primeiro Governo de união nacional do Zimbábue, stuff liderado pelo presidente Robert Mugabe e pelo primeiro-ministro, doctor Morgan Tsvangirai, cost tomou posse hoje em Harare em meio à confusão e com cinco ministros além dos previstos.


Em um ato no Palácio Presidencial, tomaram posse 18 ministros da União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), de Mugabe; 14 do partido majoritário Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de Tsvangirai; e 4 da ala minoritária dessa legenda, liderada por Arthur Mutambara.


Conforme um acordo obtido em 26 de janeiro com a mediação da Cúpula da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), a Zanu-PF teria 15 pastas, o MDC, 13, e o partido de Mutambara, 3.


Nestas circunstâncias, os comentaristas locais destacaram que aumentam as dúvidas sobre as possibilidades de ambos conseguirem trabalhar juntos.


O ato, que sofreu um atraso de três horas, foi precedido de confusão, pois, de manhã, a rádio oficial informou que a Zanu-PF tinha convocado 23 ministros para o ato de posse, 8 a mais que os que teria conforme os acordos patrocinados pela SADC.


Mais tarde, a Polícia do Zimbábue deteve em Harare Roy Bennett, dirigente do MDC, designado vice-ministro de Agricultura no Governo de união nacional, informou à Agência Efe uma fonte do partido.


O novo Governo enfrenta uma situação de caos no país e tem a missão de tirar o Zimbábue da profunda crise política, econômica e humanitária na qual está imerso.


Organismos da ONU afirmam que sete dos 12 milhões de habitantes do Zimbábue precisarão, este ano, de ajuda alimentícia para sobreviver, enquanto uma epidemia de cólera afetou 70 mil pessoas e causou 3.400 mortes nos últimos meses.


Uma inflação astronômica deixou sem qualquer valor a moeda local, o desemprego ronda os 94% da população, e a grande maioria das escolas ainda não deu início ao ano letivo, que devia começar em janeiro, devido à falta de materiais e de professores, que não recebem seus salários.


 

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