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Governo de Trump desmonta infraestrutura de observação oceânica

Infraestrutura usada para estudar ecossistemas marinhos, correntes oceânicas e absorção de gases de efeito estufa terá parte de suas estações removida após decisão da Fundação Nacional de Ciências dos EUA

Redação Jornal de Brasília

02/06/2026 17h51

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Foto por KENT NISHIMURA / AFP

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a desmontar uma rede de infraestruturas utilizada há uma década para estudar os ambientes costeiros, os ecossistemas marinhos e as correntes que influenciam o clima global.

A notícia, divulgada na segunda-feira pelo The New York Times, representa um novo golpe para a pesquisa sobre o meio ambiente e o aquecimento global, já enfraquecida pelos cortes orçamentários implementados pelo presidente republicano desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro de 2025.

As centenas de instrumentos oceanográficos que serão retirados em breve das águas do Atlântico e do Pacífico fazem parte da Iniciativa de Observatórios Oceânicos (OOI, na sigla em inglês), financiada principalmente com recursos federais por meio da Fundação Nacional de Ciências (NSF).

Em um comunicado dirigido à comunidade científica, Jim Edson, cientista responsável pelo projeto, havia advertido no fim de maio que a rede sofreria uma “redução significativa da área de abrangência” de sua principal instalação.

As infraestruturas submersas de quatro das cinco estações de observação atualmente em funcionamento serão retiradas, em um processo que se estenderá por 15 meses e que já começou em uma das bases localizadas ao largo da costa noroeste dos Estados Unidos.

Essa decisão foi comunicada às equipes responsáveis pelo projeto no início de maio e “faz parte da estratégia mais ampla da NSF, que busca uma abordagem mais ágil para priorizar o apoio a prioridades científicas em transformação e a tecnologias emergentes”, declarou um porta-voz da fundação em um e-mail enviado à AFP.

Segundo o The New York Times, essa rede de instrumentos custou 368 milhões de dólares e foi concebida para permanecer em operação durante 25 anos.

Seus dados são utilizados por numerosos pesquisadores para compreender como o oceano absorve os gases de efeito estufa da atmosfera e também os efeitos das ondas de calor marinhas sobre a atividade pesqueira.

AFP

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