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Mundo

Governo da Índia pede que ativista encerre jejum

Arquivo Geral

23/08/2011 16h40

O Governo indiano pediu nesta terça-feira a Anna Hazare que abandone sua greve de fome e disse estar aberto a estudar sua proposta de lei anticorrupção.

 

Em carta dirigida a Hazare, o primeiro-ministro, Manmohan Singh, expressou “preocupação” pela saúde do septuagenário ativista, que completou seu oitavo dia de jejum em Nova Délhi rodeado por uma multidão.

 

“Precisamos de suas opiniões e ações em serviço da nação, mas em uma condição física robusta. Nossos objetivos são idênticos: reduzir significativamente, ou eliminar, a escória da corrupção deste país”, declarou Singh.

 

O primeiro-ministro da Índia afirmou que o Executivo está “comprometido a aprovar uma legislação com contribuições da sociedade civil com o consenso mais amplo possível”, mas lembrou que o Parlamento tem “supremacia”.

 

“Estive jejuando durante oito dias, mas estou bem. Não há motivo para preocupação. Os médicos que estão me atendendo não me deixarão morrer. Perdi 5,5 kg”, disse o ativista à agência indiana “Ians”.

 

A aproximação oferecida por Singh a Hazare coincidiu com um contato nesta terça-feira entre o ministro da Justiça, Salman Kursheed, e Arvind Kerijwal, aliado próximo de Hazare, segundo informações da imprensa local, que não detalharam o conteúdo das conversas.

 

Para quarta-feira está prevista uma reunião multilateral, e o Executivo está recorrendo ao popular guru Ravi Shankar como mediador entre Governo, oposição e ativistas.

 

Apesar da persistente chuva e do retorno ao trabalho após o feriado de segunda-feira, cerca de 20 mil pessoas voltaram a acompanhar o jejum de Hazare nesta terça-feira, segundo uma fonte policial consultada pela Agência Efe.

 

Hazare foi preso no último dia 16 em Nova Délhi após se negar a aceitar as condições que as autoridades queriam impor a seu protesto, e iniciou seu jejum já na prisão acompanhado por vários colaboradores.

 

Apesar do retrocesso da Polícia, que aceitou libertá-lo no mesmo dia para impedir as manifestações espontâneas em todo o país, o ativista optou por continuar três dias na prisão, de onde saiu em meio a uma multidão para prosseguir sua queda-de-braço com o Governo.

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