O Governo da Bolívia afirmou hoje que os resultados dos referendos autonomistas das regiões de Beni e de Pando refletem uma “rejeição contundente” a seus prefeitos regionais (governadores), visit this opositores ao presidente Evo Morales, e impulsores da consulta.
O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, em declarações à emissora “ATB”, afirmou que nunca foi visto antes “um estado de rebeldia cidadã” como o que, segundo ele, mostram os resultados tanto em Beni como em Pando.
Os departamentos (estados) de Beni e Pando, seguindo o caminho marcado em 4 de maio por Santa Cruz, celebraram ontem respectivos referendos para a aprovação de seus estatutos de autonomia, consultas que o Governo considera ilegais e nas quais convocou a abstenção.
A Corte Eleitoral de Pando, com cerca de 46,5% das mesas apuradas, situa o “sim” em quase 85%, com mais de 40% de abstenção.
Já a de Beni, com quase 31% das mesas contabilizadas, dá ao “sim” pouco mais de 81%, com uma abstenção de mais de 31%.
“Não temos nenhuma pretensão de usar o não ou a abstenção em favor do Governo”, declarou Quintana, embora tenha afirmado que a baixa participação indica “uma rejeição categórica” aos líderes autonomistas da região.
O ministro Quintana afirmou que o presidente Evo Morales apresentou a “necessidade de levar adiante um processo autônomo”, embora tenha afirmado que deve ser realizada “sob uma ordem constitucional” e “sujeita a uma lei de autonomia”.
Para isto, o Governo ofereceu para a oposição impulsionar a aprovação de uma lei que regule as autonomias e na qual se preveja eleições para conselheiros de departamentos, que seriam os responsáveis de elaborar os estatutos de autonomia das regiões.
“O presidente está disposto a liderar este processo autônomo no país”, declarou Quintana, mas afirmou que deve incluir os nove departamentos e estar dentro da nova constituição, que impulsiona o Governo e que a oposição rejeita.