O Governo colombiano admitiu hoje que “não tem certeza” se a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, discount seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em fevereiro de 2002, ainda está viva.
Durante o fórum “Segurança e direitos humanos: base para o progresso no México e Colômbia”, que está sendo realizado hoje, na Cidade do México, o vice-presidente colombiano, Francisco Santos, disser não ter “nenhuma certeza” sobre a condição de Betancourt.
“Não tenho nenhuma certeza, e o Governo não tem nenhuma certeza de que esteja viva, fora as declarações de um bandido como Raúl Reyes (porta-voz das Farc), em quem eu não sei se devemos acreditar”, disse.
Betancourt, que também possui nacionalidade francesa, faz parte da lista de 45 reféns que o grupo rebelde deseja trocar com o Governo colombiano por cerca de 500 guerrilheiros presos, caso prospere um acordo humanitário entre as partes, que está sendo mediado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.
Desde sua chegada à Presidência francesa, Nicolas Sarkozy também vem lutando pela libertação de Betancourt.
Santos lembrou que, além da ex-candidata presidencial, há mais seqüestrados, dentre os quais três cidadãos americanos que também figuram no grupo de passíveis de troca.
“Existem cerca de 50 famílias que têm seus filhos, irmãos, pais, esposos ou esposas seqüestrados há mais de 5 anos”, indicou.
Sobre uma troca de reféns por rebeldes presos, Santos assinalou que “o grupo seqüestrador das Farc foi inflexível em suas posições para que ambas as partes alcancem um acordo que permita a libertação destas pessoas”.
Neste sentido, disse que “o último ato generoso, político e aberto” feito pelo Governo colombiano para conseguir a libertação dos reféns foi o de “permitir a intermediação do presidente Chávez, permitindo inclusive a visita de um representante das Farc à Venezuela”.
“Mais generosidade que essa não pode haver”, apontou.
Segundo o vice-presidente colombiano, é importante que a guerrilha colombiana entenda que “este é o momento” para conseguir um acordo humanitário.