O governo do Chile afirmou nesta segunda-feira que os organismos de emergência do país estão agora melhor preparados para enfrentar uma emergência como o terremoto de 8,8 graus que devastou seis regiões chilenas no dia 27 de fevereiro de 2010.
O Escritório Nacional de Emergência (Onemi) “está mais preparado para enfrentar uma tragédia dessa magnitude”, garantiu o porta-voz do governo, Andrés Chadwick, no dia em que se completam dois anos da tragédia que deixou 525 mortos, 25 desaparecidos, 800 mil desabrigados e danos avaliados em US$ 30 bilhões.
O terremoto, seguido de um tsunami que arrasou várias cidades litorâneas, aconteceu durante os últimos dias de mandato da presidente socialista Michelle Bachelet.
Segundo Chadwick, a Onemi de então “estava completamente ou muito abandonada, pouco profissionalizada e sem planos e protocolo de contingência”, enquanto a de hoje está “em melhores condições”, como resultado dos esforços do Governo atual, presidido pelo conservador Sebastián Piñera.
No entanto, o porta-voz manifestou que o Governo não quer “politizar este tema”, em alusão às críticas formuladas contra Bachelet pelos partidos governistas, que a consideram responsável pela demora em alertar do tsunami há dois anos.
“Não podemos determinar” a responsabilidade política direta de um presidente ou de um governo, mas sim que “um governo deve admitir” que a Onemi estava com “limitações muito sérias” para enfrentar uma tragédia, acrescentou.