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Mundo

Governo Chávez rejeita sanção dos EUA contra PDVSA

Arquivo Geral

24/05/2011 23h28

O Governo da Venezuela rejeitou nesta terça-feira a decisão dos Estados Unidos de sancionar a petrolífera estatal venezuelana PDVSA e afirmou que está estudando as implicações dessa medida a fim de dar “uma resposta mais adequada”.

“O Governo Bolivariano manifesta seu mais contundente repúdio a esta decisão por considerá-la uma ação hostil, que se coloca à margem do direito internacional. Desta forma, viola os princípios enunciados na Carta das Nações Unidas”, declarou o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro.

Nesta terça, os EUA anunciaram sanções contra sete empresas internacionais, entre elas a PDVSA, devido ao apoio manifestado pela petrolífera venezuelana ao setor energético do Irã – país já sancionado por Washington e pela ONU em função da política nuclear de Teerã.

O subsecretário de Estado americano, James Steinberg, anunciou que a PDVSA não poderá assinar contratos com Washington nem receber financiamentos para suas operações de importação e exportação, porém, a venda de petróleo venezuelano aos EUA não será afetada.

Maduro afirmou que o Governo venezuelano “está elaborando uma avaliação geral da situação para determinar até onde estas sanções afetam a operabilidade” de sua indústria petrolífera, e, portanto, da “provisão de 1,2 milhões de barris de petróleo diários aos EUA”.

“Em função dessa avaliação, a Venezuela se reserva à resposta mais adequada a essa agressão imperialista”, acrescentou o ministro. Segundo ele, o país conta com “uma indústria petrolífera forte, independente e soberana, com capacidade para operar e cumprir seus compromissos de maneira permanente”.

Segundo o ministro de Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez, a política de Washington é “espasmódica” e “agressiva”.

Ramírez esclareceu que faz muito tempo que a Venezuela não tem nenhuma relação com o financiamento público americano e revelou que Caracas está em condições de garantir a provisão a suas filiais nos EUA, mas que avaliará o possível impacto do fornecimento para outros clientes daquele país.

Maduro reiterou que a Venezuela está avaliando as medidas para então decidir perante os organismos internacionais como procederá para denunciar a política americana. Para o venezuelano, é evidente que o Governo americano tomou um “caminho errado”.

Ele reiterou ainda que as relações da Venezuela com o Irã é como “de irmãos, de paz”, ao lembrar que a República Islâmica colabora com a indústria automotiva do país sul-americano. “Agora, mais do que nunca, vamos aprofundar as relações com o Irã”, advertiu.

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