O governo argentino prorrogou nesta quarta-feira (16) por 30 dias a intervenção da companhia petrolífera YPF e sua subsidiária YPF Gás perante “a magnitude e complexidade” da gestão dessas empresas, desapropriadas da espanhola Repsol no início deste mês.
A prorrogação, disposta por um decreto presidencial publicado no Diário Oficial do Estado, ratifica o ministro do Planejamento, Julio de Vido, secundado pelo vice-ministro de Economia, Axel Kicillof, à frente da intervenção.
De Vido e Kicillof haviam sido designados no último dia 16 de abril, quando a presidente Cristina Kirchner anunciou um projeto de lei para desapropriar 51% das ações da Repsol na YPF, iniciativa que foi aprovada por grande maioria no Senado e na Câmara dos Deputados.
Logo após a aprovação da desapropriação, a governante nomeou como gerente geral da YPF Miguel Galuccio, um engenheiro em petróleo especialista na busca e exploração de hidrocarbonetos não convencionais.
A designação de Galuccio ficou a consideração de uma assembleia de acionistas da YPF prevista para o próximo dia 4 de junho, quando também se debaterá a formação do novo diretório da companhia petrolífera, a maior empresa da Argentina.
O governo de Cristina impulsionou a desapropriação depois de acusar a Repsol de não fazer os investimentos necessários para aumentar a produção de hidrocarbonetos para reverter o déficit comercial nesse setor, calculado em US$ 10 bilhões em 2010, por causa de um forte aumento das compras de combustíveis.
A Repsol, que negou taxativamente essas acusações, enviou uma carta à presidente argentina na qual declara uma controvérsia no processo de desapropriação, dando o primeiro passo para levar o caso a uma instância internacional.