O Governo da Argentina garantiu nesta segunda-feira a realização das eleições primárias do próximo dia 14 depois de uma juíza eleitoral colocar em dúvida a realização do pleito por falta de verbas para organizá-lo.
“As primárias serão levadas adiante”, assegurou o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo, que se reuniu nesta segunda-feia com a juíza eleitoral María Romilda Servini de Cubría, que tinha reivindicado nos últimos dias maiores recursos para poder organizar as eleições, diante da ameaça de suspendê-las.
Segundo comunicado do Ministério do Interior, Randazzo e a juíza garantiram as medidas necessárias para que as primeiras eleições primárias, abertas, simultâneas e obrigatórias na Argentina “possam ser realizadas sem nenhum tipo de inconvenientes”.
“Dialogamos sobre a importância de que a Justiça Eleitoral possa desenvolver sem problemas sua tarefa vinculada à organização e implementação do pleito”, destacou Randazzo.
O ministro disse que a juíza impôs algumas condições que “serão solucionadas nas próximas horas”.
Os eleitores poderão escolher entre uma ou mais listas apresentadas por cada partido ou aliança eleitoral com seus pré-candidatos para diversos cargos eletivos.
Em nível nacional, os cidadãos votarão listas de pré-candidatos para presidente e vice-presidente: 130 deputados nacionais em todas as províncias e na cidade de Buenos Aires; e 24 senadores nacionais nas províncias de Buenos Aires, Formosa, Jujuy, La Rioja, Misiones, San Juan, San Luis e Santa Cruz.
Um partido político poderá concorrer às eleições nacionais do dia 23 de outubro desde que, nas primárias, entre todas suas listas de pré-candidatos, obtenha pelo menos 1,5% dos votos válidos no distrito e para a categoria de cargo em que pretenda concorrer no pleito geral.
Essas primárias foram implementadas por uma reforma política aprovada pelo Parlamento argentino no final de 2009.