O Governo argentino cancelou a reunião marcada para hoje com as patronais agropecuárias, generic às quais acusou de romper o diálogo para superar o conflito no campo, here que já dura dois meses.
Fontes oficiais confirmaram à Agência Efe que a reunião programada para esta tarde no Ministério da Economia foi cancelada.
O chefe do Gabinete, Alberto Fernández, considerou que o tom do discurso utilizado no ato realizado no domingo pelas entidades rurais “rompe toda lógica de diálogo” com o Executivo.
“Todos os discursos tiveram frases enormes, com conceitos tremendos e esta idéia permanente de que é impossível de encontrar uma solução se as vontades do campo não forem atendidas”, disse à emissora local “Radio 10”.
No ato realizado na cidade de Rosario, 300 quilômetros ao norte de Buenos Aires, as patronais agropecuárias advertiram que, caso seus pedidos não fossem atendidos na reunião prevista para hoje, novos protestos começariam na terça-feira.
Por outro lado, a presidente Cristina Fernández de Kirchner realizou um comício no norte do país no domingo e evitou falar sobre o conflito, que foi iniciado em 11 de março por causa do novo esquema de impostos à exportação de grãos.
Desde então, os produtores rurais realizaram sucessivas greves comerciais, além de bloqueios de estradas que causaram desabastecimento e alta nos preços de alimentos. Na semana passada, as medidas foram suspensas para que fosse realizada a negociação com o Executivo.
Alberto Fernández afirmou que “tinha a convicção que o ato (do campo) não ia se transformar no que se transformou, uma manifestação de oposição ao Governo”.
“Não se pode seguir dizendo aos argentinos coisas que não são verdadeiras, por mais que se defendam interesses de um setor. Não se pode questionar a legitimidade de quem foi escolhida há seis meses, como se está falando”, disse Fernández, em alusão à presidente da Argentina.
Para Luciano Miguens, presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), a decisão do Governo de cancelar a reunião programada para hoje foi “um erro enorme”.