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Governadora opositora do México denuncia perseguição em caso de agentes da CIA

María Eugenia Campos prestou depoimento à Procuradoria-Geral após operação antidrogas no norte do México e afirmou sofrer pressão política por ser oposição

Redação Jornal de Brasília

27/05/2026 14h49

Foto: Saul Loeb/AFP

Foto: Saul Loeb/AFP

A governadora do estado mexicano de Chihuahua, no norte, a opositora María Eugenia Campos, denunciou nesta quarta-feira (27) uma perseguição por parte do governo no caso de agentes da CIA que participaram de uma operação antidrogas em sua jurisdição.

A política do conservador Partido Ação Nacional (PAN) compareceu à sede da Procuradoria-Geral mexicana, na capital, para depor sobre o caso, que veio à tona depois que dois agentes do serviço de inteligência americano morreram em um acidente de trânsito em 19 de abril passado em Chihuahua.

A presidente do país, Claudia Sheinbaum, lembra que a luta antidrogas compete exclusivamente ao governo federal e que os agentes da CIA não haviam notificado sua presença como previsto nos acordos de colaboração com os Estados Unidos.

Campos disse que, por ser opositora, “a perseguem com todo o peso do aparato do Estado”, enquanto políticos governistas acusados pelos Estados Unidos de ligações com o crime recebem “impunidade absoluta”.

A Justiça americana pediu no fim de abril passado a captura com fins de extradição de dez políticos governistas, entre eles Rubén Rocha Moya, governador do estado de Sinaloa, acusados de vínculos com a organização criminosa de Joaquín “El Chapo” Guzmán.

AFP

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