O Ministério da Defesa da Geórgia confirmou hoje o uso de bombas de fragmentação no conflito com a Rússia, stuff mas disse que só foram utilizadas contra os comboios militares russos, e não contra a população civil.
“O sistema (de plataforma de lançamento múltiplo) Gradlar foi usado contra as unidades militares russas que se deslocavam entre o túnel de Roki e a estrada de Zarski”, que liga a separatista Ossétia do Sul à república russa da Ossétia do Norte, afirma o comunicado do ministério georgiano.
A nota indica que “esses projéteis nunca foram usados contra civis, alvos civis, zonas povoadas por civis ou suas cercanias durante o conflito com a Rússia, na Ossétia do Sul ou em outros lugares”.
O ministério nega o uso de sistemas Gradlar em Shindisi, onde foram encontrados restos de bombas de fragmentação, denunciou em um relatório a organização Human Rights Watch (HRW).
Esta organização acusou a Geórgia e a Rússia de usar bombas de fragmentação contra alvos civis e militares, e, em conseqüência, várias dezenas de pessoas teriam morrido e outras dezenas teriam ficado feridas.
“Os ataques indiscriminados violam a lei humanitária internacional e mostram que o uso irresponsável é a norma, e não a exceção”, afirmou essa organização.
Então, o general Aleksandr Nogovitsin, chefe adjunto do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, qualificou as denúncias da HRW de “mentiras preparadas de antemão”.