O secretário de Defesa dos Estados Unidos, viagra approved Robert Gates, acredita que a guerra contra o terrorismo deveria permanecer como a prioridade número um para o Exército nas próximas décadas, segundo uma nova estratégia de defesa revelada hoje pelo jornal “The Washington Post”.
O documento instrui os militares a se concentrar na luta contra grupos “irregulares” em vez de focar em conflitos convencionais contra outras nações.
No entanto, recomenda também colaborar com China e Rússia para evitar que se transformem em potenciais inimigos dos Estados Unidos.
O secretário de Defesa qualifica Irã e Coréia do Norte como uma ameaça para a “ordem internacional”, faz advertências sobre China e Rússia, e aponta a Índia como um aliado do qual espera que assuma mais responsabilidades no cenário mundial.
A nova estratégia de defesa culmina o trabalho de Gates desde que assumiu o cargo de principal responsável do Pentágono, no final de 2006, e revela sua opinião de que os Estados Unidos devem combinar tanto a força militar quanto a diplomacia para derrotar um inimigo complexo e transnacional, segundo o “Washington Post”.
“Iraque e Afeganistão seguem sendo as frentes centrais da luta, mas não podemos perder de vista as implicações da luta contra um conflito episódico, mais complexo e mais diverso e com várias frentes e dimensões que no confronto com o comunismo na Guerra Fria”, indica o documento, de 23 páginas.
O êxito no Iraque e Afeganistão “é crucial para ganhar este conflito (contra o terrorismo), mas só isto não trará a vitória” sobre este inimigo, prossegue Gates.
O titular do Departamento de Defesa deixa assim claro que inclusive se os Estados Unidos e seus aliados conseguirem derrotar os extremistas no Iraque e no Afeganistão, isso não significa que a “guerra prolongada” contra a Al Qaeda e outros grupos terroristas terminou.
Gates utiliza no documento o termo de “guerra prolongada” criado por seu antecessor, Donald Rumsfeld, para equiparar a luta contra o terrorismo com a guerra contra o comunismo soviético e o fascismo nazista, destaca o jornal.
A estratégia altera, no entanto, a tática de Rumsfeld de empregar preferivelmente ações militares e recomenda aos atuais e futuros presidentes americanos trabalhar com outros países para prevenir o fortalecimento do extremismo.
“O uso da força tem um papel, mas ações militares voltadas a deter ou assassinar terroristas devem ser subordinadas a medidas que promovam a participação local em programas governamentais e econômicos e àquelas iniciativas que ajudem a entender e enfrentar o que motiva a insurgência”, diz Gates.
Por tudo isso, acrescenta, “o componente militar mais importante da luta contra extremistas violentos não é a luta que empreendemos, mas a eficácia com a qual preparamos nossos membros para se defender e governar com os próprios meios”.
O redigir uma nova estratégia de defesa a poucos meses que uma nova Administração assuma o poder no país é incomum, e o próprio Gates reconhece no texto que, em breve, um novo presidente reavaliará as ameaças e prioridades.