O Grupo dos Oito (G8, países mais ricos e Rússia) encerrou hoje sua cúpula anual, no Canadá, com uma condenação à “falta de transparência” das atividades nucleares do Irã e ao ataque da Coreia do Norte ao navio sul-coreano.
“Estamos profundamente preocupados com a contínua falta de transparência do Irã a respeito de suas atividades nucleares e sua declarada intenção de manter e expandir o enriquecimento de urânio”, afirmou o comunicado final do G8.
“Nosso objetivo é persuadir os líderes iranianos a participarem de um diálogo transparente sobre suas atividades nucleares e a cumprirem com as obrigações internacionais do país”, acrescentaram os países mais industrializados do mundo.
O grupo solicitou a “todos os estados que implementem totalmente” a resolução 1929 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que impõe novas sanções contra o regime de Teerã por seu programa nuclear.
O G8 também agradeceu o Brasil e a Turquia por seus esforços de mediação no conflito com o regime de Teerã.
A respeito da Coreia do Norte, o G8 disse: “deploramos o ataque do dia 26 de março que causou o afundamento do navio sul-coreano ‘Cheonan'” e exigimos que Pyongyang “se omita de cometer qualquer ataque ou ameaçar hostilidades contra a República da Coreia”.
O grupo acrescentou que a Coreia do Norte “não tem e não pode ter o status de um Estado com armas nucleares de acordo com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear”.
Em matéria de luta contra a mudança climática, o G8 ofereceu seu “forte apoio às negociações em andamento dentro da Convenção Marco da Mudança Climática das Nações Unidas” e solicitaram que os países em desenvolvimento reduzam suas emissões “em 80% ou mais para o 2050”.
Mas o G8 acrescentou: “discutimos a importância de assegurar que as economias sejam resistentes ao clima. Concordamos que é preciso mais pesquisa para identificar os impactos em nível global, regional, nacional e subnacional e as opções de adaptação, incluindo a inovação de infraestruturas e tecnologias”.