O G8, que reúne os sete países mais ricos do mundo e a Rússia, afirmou nesta quarta-feira que não poupará “nenhum esforço contra o terrorismo, que não pode ser justificado por nenhum motivo” e condenou o assassinato de dois franceses que tinham sido sequestrados na sexta-feira passada em Niamey, capital do Níger.
Em comunicado, os membros do G8 – que este ano está presidido pela França – condenaram “da forma firme o sequestro e o covarde assassinato” dos dois franceses, cujos corpos chegaram esta manhã a Paris onde passarão por uma autópsia.
Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia qualificaram o ato de “bárbaro” e deram os pêsames às famílias das duas vítimas, mas também às autoridades do Níger e aos parentes dos militares do país africano, que morreram na operação de perseguição aos sequestradores.
Os ministros de Exteriores disseram na declaração que seus países estão decididos a continuar a “cooperação com a comunidade internacional, a lutar contra o terrorismo e o extremismo violento, e a impedir as condições que favorecem sua propagação”.
França e Mali responsabilizaram a Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) pelo rapto dos dois reféns franceses, Vincent Delory e Antoine De Léocour, ambos de 25 anos, “executados friamente” por seus sequestradores segundo o relato feito na terça-feira pelo primeiro-ministro francês, François Fillon.