“Não há razão para continuar com estas dívidas. Esta reunião tratou de progressões ou regressões econométricas”, declarou Borda após um encontro que teve na noite passada com membros da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que supervisiona as finanças do país.
O futuro ministro reiterou que a situação econômica do Paraguai é diferente da de 2003, quando o FMI fez uma blindagem financeira que expirará no mesmo dia em que o presidente eleito – o ex-bispo Fernando Lugo – assume o poder.
Borda, que já exerceu o mesmo cargo nos primeiros dois anos do Governo de Nicanor Duarte, foi o artífice deste acordo em meio a uma ameaça de cessação de pagamentos na qual estava a economia paraguaia.
No entanto, as autoridades paraguaias não chegaram a lançar mão dos recursos, que de um valor inicial de US$ 73 milhões subiu para US$ 97 milhões, oferecidos pelo Fundo por causa da ascensão da economia do país a níveis não melhoráveis.
Borda argumentou que o “país conta atualmente com reservas internacionais suficientes para superar qualquer crise financeira que possa surgir”.
A missão do FMI, liderada pelo mexicano Alejandro Santos e que encerrará sua tarefa na próxima semana, destacou em suas visitas anteriores o fortalecimento das finanças públicas, embora tenha advertido da necessidade de reformar o Estado como uma das metas pendentes do acordo.