O furacão “Carlotta”, que deixou duas meninas mortas e 18 desaparecidos no México, perdeu força neste sábado para o nível de depressão tropical sobre a região montanhosa do estado de Guerrero.
Em um boletim divulgado hoje às 10h locais (12h de Brasília), o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) previu que o “Carlotta” seguirá perdendo força nas próximas horas, mantendo seu movimento sobre terra rumo ao ocidente de Guerrero, no sudoeste do México.
O furacão, cujo índice de periculosidade permanece “moderado”, desenvolve ventos máximos sustentados de 55 km/h e sequências de 65 km/h.
Antes de perder força nesta manhã, o “Carlotta” havia se transformado na sexta-feira em furacão de categoria 1 e se fortaleceu até o nível 2, para voltar durante a noite à categoria 1 ao tocar a terra em Oaxaca.
O prefeito da cidade de Pluma Hidalgo, em Oaxaca, Guadalupe Ramírez, reportou ontem à noite a morte de Roselia José Franco, de 12 anos, e Marisol Franco Ruiz, de 7, que perderam a vida em um desmoronamento de terra. A mãe das menores, Apolinia Franco, ficou ferida e se encontra hospitalizada em estado grave.
Através de sua conta na rede Twitter, o prefeito disse que o município foi muito afetado pela passagem do furacão.
“Estradas rurais completamente incomunicáveis e 60% de casas danificadas parcial ou totalmente”, comentou Ramírez, que pediu o apoio do Exército e da Marinha para enfrentar a situação. Em Putla Villa de Guerrero, autoridades de Defesa Civil informaram 18 desaparecidos.
Na atual temporada de furacões no Oceano Pacífico, que começou no dia 15 de maio e terminará em 30 de novembro, o SMN prevê a formação de 13 ciclones.
O primeiro furacão da temporada foi o “Bud”, que chegou à categoria 3 da escala de Saffir-Simpson, de cinco níveis, e se formou no dia 24 de maio, mas não causou grandes danos.