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Fundação Humanitária de Gaza relata 20 mortes perto de centro de distribuição

Uma fonte médica do Hospital Naser de Khan Yunis relatou um balanço menor e citou nove mortos, “incluindo crianças”, depois que “as forças israelenses” abriram fogo

Redação Jornal de Brasília

16/07/2025 7h44

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Foto: Bashar TALEB / AFP

A Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês) afirmou que 20 pessoas morreram nesta quarta-feira (16) durante um tumulto perto de um ponto de distribuição de ajuda humanitária em Khan Yunis, no sul do território palestino.

“Segundo as informações que temos, 19 vítimas morreram pisoteadas e uma foi esfaqueada no meio de um tumulto caótico e perigoso”, afirmou a organização, apoiada por Estados Unidos e Israel, em um comunicado.

Uma fonte médica do Hospital Naser de Khan Yunis relatou um balanço menor e citou nove mortos, “incluindo crianças”, depois que “as forças israelenses” abriram fogo.

O Exército israelense não fez comentários até o momento.

A GHF afirmou que o tumulto “foi provocado por agitadores, dentro da multidão”.

“Temos razões críveis para acreditar que elementos dentro da multidão — armados e vinculados ao Hamas — fomentaram deliberadamente o tumulto”, acrescentou a organização.

A fonte médica do Hospital Naser disse que as vítimas “seguiam para o centro de distribuição de ajuda” em Rafah, no sul da Faixa, para “receber ajuda alimentar” e encontraram o principal portão de acesso fechado.

“As forças de ocupação israelenses e os agentes de segurança privada do centro abriram fogo contra as pessoas, provocando um número elevado de mortos e feridos”, acrescentou a fonte.

A fundação privada iniciou suas operações em 26 de maio, mais de dois meses após Israel interromper as entregas de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, bombardeada e submetida a uma situação iminente de fome em larga escala.

Na terça-feira, a ONU informou que registrou, desde o final de maio, 875 mortes de pessoas quando pretendiam receber alimentos, 674 delas “perto de instalações da GHF”.

Na semana passada, a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, disse à imprensa que “a maioria dos ferimentos foi provocada por tiros”.

© Agence France-Presse

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