Um tribunal cubano impôs nesta segunda-feira penas entre 5 e 15 anos de prisão para os acusados no caso da morte por hipotermia e desnutrição de 26 pacientes no Hospital Psiquiátrico de Havana, ocorrido em janeiro de 2010.
A televisão estatal divulgou nesta segunda-feira a sentença do Tribunal Provincial de Havana, que condena diferentes penas de prisão a vários responsáveis do centro de saúde, a mais alta (de 15 anos) para o diretor do Hospital Psiquiátrico, Wilfredo Castillo.
No total, o tribunal deu voz de prisão para 13 acusados como autores de delitos de abandono de deficientes e de inválidos com agravante de morte.
Além do diretor do centro psiquiátrico, foram condenados pela comissão o vice-diretor administrativo (14 anos de prisão) e a especialista em dieta (12 anos).
Como autores do delito de abandono de deficientes e inválidos, o tribunal deu voz de prisão para os vice-diretores das áreas de clínica-cirúrgica e de enfermaria, com 10 anos de pena nos dois casos, assim como o responsável de Psiquiatria com sete anos.
Por desvio, as penas de privação de liberdade oscilam entre os seis e 10 anos contra outros sete acusados que ocupavam cargos no Hospital Psiquiátrico como responsável de armazém, chefe de cozinha e de refeitório, cozinheiros, entre outros.
Além disso, o tribunal anunciou uma multa econômica para a chefe de Farmácia do centro por “descumprimento do dever de preservar os bens de entidades econômicas”.
Os sancionados poderão recorrer em cassação estas penas perante a Corte Suprema Popular.
Em janeiro de 2010, 26 pacientes do Hospital Psiquiátrico de Havana morreram por hipotermia e desnutrição, o que o Governo relacionou em aquele momento com as baixas temperaturas que se registravam na ilha nessa época.