“Sua vida política está terminada”, enfatizou Ugaz em declarações à imprensa estrangeira em Lima.
O jurista foi nomeado procurador pelo próprio Fujimori em novembro de 2000, quando se descobriu a imensa rede de corrupção liderada por seu assessor Vladimiro Montesinos, atualmente na prisão.
Ugaz lembrou que existem condições para ser presidente peruano, entre elas “não ter sido indultado”.
A congressista Keiko Sofía Fujimori, filha do ex-governante, afirmou que se for escolhida presidente nas eleições de 2011 indultará imediatamente seu pai, condenado ontem a 25 anos de prisão por crimes de lesa-humanidade.
Fujimori recebeu esta sentença pelos crimes de homicídio qualificado, lesões graves e sequestro, pelos massacres de Barrios Altos e La Cantuta, que deixaram 25 mortos, em 1991 e 1992, além dos sequestros de um jornalista e de um empresário, em 1992.
Ugaz especificou que a legislação peruana estabelece uma série de restrições aos benefícios penitenciários e à possibilidade de indulto para os condenados por sequestro.