As regiões argelinas que fazem fronteira com a Líbia se encontram em estado de alerta e o Estado-Maior do Exército enviou unidades e equipes militares de reforço para intensificar o controle local, informa neste domingo o diário argelino “El Khabar”, bem como confirmaram à Agência Efe diversas fontes.
As províncias argelinas de El Oued e Illizi foram reforçadas com efetivos militares e também com agentes da Gendarmaria Nacional e da guarda fronteiriça, indicaram as fontes.
Os postos de controle ganharam reforços, sobretudo aqueles situados na fronteira e nas estradas que levam a elas passando por El Oued e Illizi, regiões quase desérticas do sudeste argelino.
“El Khabar” indica que o dispositivo de segurança pretende impedir a entrada no território argelino de soldados desertores do Exército líbio ou de milícias partidárias de Muammar Kadafi.
O jornal afirma que numerosos agentes das forças de segurança líbias e militares fugiram rumo à Argélia desde os primeiros dias do levante no país vizinho e que foram “instalados em um local reservado especialmente para eles”.
O primeiro-ministro argelino, Ahmed Ouyahia, ordenou o envio de alimentos e medicamentos às regiões fronteiriças do país, para atender uma possível chegada massiva de refugiados da Líbia.
Segundo os dados oficiais divulgados até o momento mais de 660 pessoas procedentes da Líbia chegaram nos últimos dias ao posto fronteiriço de Debdeb, na província argelina de Illizi.
A agência de notícias oficial argelina “APS” informou que, entre essas pessoas, há 150 argelinos, 340 egípcios, 14 alemães, 63 franceses, 32 mauritanos, 62 líbios e 5 britânicos.