A Frente de Resistência ao Golpe de Estado em Honduras afirmou que a abstenção nas eleições gerais realizadas neste domingo no país foi de entre 65% e 70% dos eleitores, e proclamou “a vitória sobre o golpe”.
“Em termos gerais a abstenção real vai ficar entre 65% e 70%”, disse à Agência Efe o líder camponês Rafael Alegría, um dos dirigentes da Frente de Resistência que reivindica a restituição ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya.
Alegría assinalou que “está claríssimo que há uma rejeição à legitimação do golpe, o povo deu um golpe no golpe de Estado e definitivamente vai ser difícil que ele e a comunidade internacional reconheçam estas eleições”.
Honduras realizou hoje eleições para escolher o novo presidente, vice-presidentes, deputados e integrantes das corporações locais, sem o respaldo de grande parte da comunidade internacional, que considera que o pleito se desenvolveu em um ambiente de ruptura da ordem constitucional.
O dirigente camponês disse que de acordo com seus relatórios, a abstenção oscila entre 60% e 65% na capital hondurenha, uma cidade, disse, tradicionalmente seguidora do Partido Nacional, cujo candidato presidencial foi Porfirio Lobo, o favorito nas pesquisas.
Acrescentou que a abstenção chega “a 80%” em regiões como San Pedro Sula, capital econômica do país, e em El Progresso, ambas no norte.
“O prolongamento de uma hora a mais não é porque as filas estão cheias, mas porque tentam fazer as pessoas votarem”, disse Alegría em alusão à decisão do Tribunal Superior Eleitoral de adiar o fechamento dos colégios.
A Frente de Resistência informou que o resultado “foi uma vitória” e que para esta segunda-feira está prevista uma “caravana da vitória sobre a farsa eleitoral”, disse à Efe uma fonte do mesmo movimento, que exige a restituição de Zelaya à Presidência.