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França tem primeiro debate das presidenciais, marcado pela economia

Sete nomes que disputam a sucessão de Emmanuel Macron apresentaram propostas distintas para enfrentar déficit e dívida pública a oito meses da eleição

Redação Jornal de Brasília

27/08/2026 16h20

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Foto: THOMAS SAMSON / AFP

Sete dos principais candidatos a suceder ao presidente francês, Emmanuel Macron, em 2027, se enfrentaram em um primeiro debate nesta quinta-feira (27), a oito meses das eleições presidenciais, marcado pela economia e a alta dívida da França.

O país encerrou o ano de 2025 com um déficit de 5,1% e uma dívida pública de quase 3,5 trilhões de euros (21 trilhões de reais), o equivalente a 115,7% do PIB. Sanear os cofres públicos é uma aposta arriscada que já derrubou dois primeiros-ministros de Macron.

Os candidatos, que abarcam da esquerda radical à extrema direita, concordaram que a segunda economia da União Europeia enfrenta dificuldades econômicas, em um debate organizado pelo principal sindicato patronal do país, o Medef.

Mas no complexo parisiense de Roland Garros, mais habituado a abrigar confrontos entre astros do tênis que entre políticos, os candidatos divergiram profundamente sobre como enfrentar os problemas do país.

A ultradireitista Marine Le Pen, que lidera as pesquisas, anunciou que seu partido apresentaria um plano de redução de custos de 125 bilhões de euros (752 bilhões de reais) e se comprometeu a “reembolsar” a dívida.

Seu adversário da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, teve que se defender das críticas contra sua proposta, apresentada semanas atrás, de anular parte da dívida da França como alternativa a um plano de austeridade.

Mélenchon relançou esta ideia, que prevê que o Banco Central Europeu (BCE), que, segundo ele, teria 18% da dívida francesa, “ponha no congelador” as dívidas dos Estados, “começando pelas do período da covid”.

“O que o senhor acaba de dizer é muito perigoso”, respondeu o candidato Édouard Philippe, primeiro-ministro de centro-direita de Macron quando começou a pandemia. Outro ex-chefe de governo de centro-direita, Gabriel Attal, também criticou a proposta.

“É muito surpreendente receber lições sobre a dívida por parte de dois ex-primeiros-ministros de Emmanuel Macron”, ironizou, por sua vez, o eurodeputado social-democrata Raphaël Glucksmann.

A eleição, prevista para abril e maio, se anuncia muito acirrada. Segundo as pesquisas, Mélenchon, Philippe, Attal e Glucksmann lutam para passar para o segundo turno juntamente com Le Pen.

AFP

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