O Governo francês defendeu hoje manter a pressão sobre o Irã, recipe apesar da publicação de um relatório das agências de Inteligência dos Estados Unidos segundo o qual Teerã suspendeu em 2003 seu programa nuclear militar.
A porta-voz do Ministério de Exteriores assegurou que Paris é partidário de continuar preparando uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU que inclua sanções adicionais contra o Irã por sua negativa a suspender o enriquecimento de urânio.
Embora não tenha se referido diretamente ao relatório divulgado na segunda-feira nos Estados Unidos, a porta-voz Pascale Andreani defendeu o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), baseado em fatos e não em intenções declaradas pelo Irã.
Como demonstra o último relatório da AIEA, constatamos que o Irã continua sem ter respondido a todas as questões sobre suas atividades passadas e presentes, afirmou.
O país prossegue com seus esforços para dominar a tecnologia do enriquecimento de urânio, ressaltou a porta-voz.
As agências de Inteligência americanas concluíram que Teerã suspendeu em 2003 seu programa nuclear militar, em contradição com as acusações que Washington fez nos últimos dois anos.
O relatório indica que, embora o regime iraniano tenha decidido seguir adiante com seus planos nucleares, levaria dois anos para possuir urânio enriquecido suficiente para fabricar uma bomba atômica.