O novo ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, afirmou nesta terça-feira que antes de se discutir uma intervenção militar na Líbia é necessário intensificar a pressão internacional para que o líder líbio, Muammar Kadafi, renuncie.
“Ele cairá”, afirmou Juppé, quem ressaltou que Kadafi “está muito isolado em Trípoli e perdeu grande parte do controle sobre o país”.
Em entrevista concedida à emissora “TF1”, Juppé disse que “é preciso pensar duas vezes” em uma intervenção militar na Líbia, já que poderia ser “extremamente contraproducente”.
“Não sabemos qual seria a reação da população árabe se as forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) viessem a desembarcar do outro lado do Mediterrâneo, e quando se planeja uma operação militar é preciso refletir também nas consequências”, afirmou o ministro.
Ele declarou que é necessário ver como evolui a situação e que apenas o Conselho de Segurança da ONU tem a legitimidade de aprovar uma intervenção.
Não negou que uma das opções que está sendo estudada é o estabelecimento de “uma zona de exclusão aérea”, mas deixou novamente nas mãos do Conselho de Segurança a adoção desse tipo de medida.
O ministro anunciou que sua primeira viagem ao exterior no novo cargo será ao Egito, aonde irá no próximo fim de semana “para mostrar o interesse da França” no desenvolvimento dos acontecimentos no país.
Ele lembrou ainda que a França enviou dois aviões à cidade líbia de Benghazi como início de uma campanha de ajuda humanitária.