A França pediu nesta quinta-feira aos cidadãos franceses que não tenham a necessidade de permanecer no Egito voltem ao país “o mais rápido possível”.
O porta-voz do Executivo, François Baroin, assinalou em entrevista concedida à emissora “France Info” que “evidentemente é preciso extremar a prudência e não participar dos movimentos de rua.
“As operadoras de turismo estão informadas e o Quai d’Orsay (sede do Ministério de Exteriores) está à disposição de nossos compatriotas”, acrescentou.
Baroin disse estar muito “triste” com os confrontos registrados na véspera na praça Tahrir do Cairo entre simpatizantes e opositores do presidente egípcio Hosni Mubarak, nos quais, segundo informou nesta quinta o canal “Al Jazeera”, ao menos cinco pessoas morreram nas últimas horas e 1,5 mil ficaram feridas.
Apesar de não existirem números confirmados oficialmente, para o porta-voz do Executivo francês as imagens divulgadas pela televisão indicavam “esboços de guerra civil”.
Em linha com a postura expressada nesta quarta-feira pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, Baroin apelou nesta quinta ao início de “um processo de transição concreto, sem demora” no Egito, que realize “sem violência”.