O presidente francês, François Hollande, anunciou nesta terça-feira a expulsão da embaixadora da Síria na França e uma reunião do Grupo de Amigos da Síria após o massacre do fim de semana passado na cidade de Al Houla.
A decisão será notificada à embaixadora nas próximas horas, detalhou Hollande em entrevista coletiva após ter recebido no Palácio do Eliseu o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi.
A expulsão da representante diplomática acontece pouco depois do massacre na cidade de Houla, onde morreram 108 pessoas, das quais 49 eram crianças.
Hollande também anunciou que no início de julho acontecerá uma reunião do Grupo de Amigos da Síria, que aglutina boa parte da comunidade internacional para apoiar a oposição ao regime de Bashar al Assad.
O presidente francês se reuniu ontem, segunda-feira, com o primeiro- ministro do Reino Unido, David Cameron, com quem decidiu aumentar a pressão sobre Damasco.
“A loucura mortífera do regime de Damasco representa uma ameaça para a segurança regional e seus responsáveis deverão responder por seus atos”, indicaram os dois líderes, segundo uma nota publicada pela presidência francesa.
Hollande receberá no próximo sábado no Eliseu o presidente russo, Vladimir Putin, principal aliado de Assad na comunidade internacional.
Em entrevista ao jornal “Le Monde”, o ministro francês de Exteriores, Laurent Fabius, declarou que a França tentará “endurecer as sanções” contra Damasco no Conselho de Segurança da ONU, onde até agora se chocaram com o veto russo.
Neste sentido, o chefe da diplomacia gala indicou que “é preciso trabalhar com a Rússia, que tem um papel determinante” no caso.