O ministro da Defesa francês, Hervé Morin, disse hoje que, para que a França se transforme na “cabeça e pernas” da Aliança terá que haver esse prazo de tempo, depois que Sarkozy antecipou que Paris se integrará no comando militar da Otan.
Em declarações à rádio “Europe 1”, Morin afirmou: “ganharemos com isso, porque hoje somos as pernas da Otan, mas não estamos em sua cabeça, e o que queremos ser é tanto a cabeça quanto as pernas”.
Morin lembrou que a França “é o quarto maior contribuinte financeiro e em soldados à Aliança, participamos de todas as operações da Otan desde 1995 e as dirigimos no Afeganistão ou no Kosovo”.
Sarkozy anunciou na quarta-feira passada que o retorno da França ao comando militar da Otan é um passo necessário que não afetará a independência de Paris em questões-chave como a dissuasão nuclear ou o envio de tropas.
Os deputados franceses votarão sobre o retorno da França ao comando integrado em uma sessão prevista para a próxima terça-feira, e deve ser definitivo durante a cúpula da Otan que será realizada em 3 e 4 de abril em Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha).