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França e Reino Unido vão propor resolução sobre zona de exclusão aérea

Arquivo Geral

14/03/2011 16h58

França e Reino Unido apresentarão um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para declarar uma zona de exclusão área sobre a Líbia, apesar da Rússia ainda ter dúvidas sobre como seria aplicada a medida, asseguraram nesta segunda-feira representantes diplomáticos.

Esse foi o resultado da reunião que os 15 membros do principal órgão de segurança internacional realizaram nesta segunda-feira para estudar o pedido transferido no fim de semana passado a Liga Árabe que impõe uma zona de exclusão aérea na Líbia.

“Há inquietações legítimas, começamos o debate e agora a coalizão de países que favorecem a zona de exclusão aérea deve apresentar um documento ao Conselho”, disse na saída da reunião o embaixador da França perante a ONU, Gérard Araud, que não precisou quando se apresentaria o texto.

O representante francês destacou que nenhum país rejeitou “plenamente” na reunião a ideia de declarar a zona de exclusão aérea, embora alguns expressassem “inquietações e dúvidas”.

“Acho que estamos progredindo, mas o problema que temos é a urgência. Como sabem, as Forças de Kadafi avançam, por isso que preferiríamos atuar o mais rápido possível”, ressaltou.

Araud disse não compreender as dúvidas relatadas pela Rússia na reunião sobre quem e como se manteria a zona de exclusão aérea, e assinalou que a resolução que impôs a mesma medida na Bósnia também não precisava desses detalhes.

“Este Conselho não é um quartel militar, sua função é outorgar autorização política. Depois os países podem colaborar para impô-la”, acrescentou.

O embaixador russo, Vitaly Churkin, insistiu que seu país precisa conhecer mais detalhes sobre a implementação da zona de exclusão aérea para adotar “uma decisão responsável”.

“É preciso responder algumas perguntas fundamentais: Não só que se deve fazer, mas como será aplicado. Se há uma zona de exclusão aérea, quem a implementará e como fará”, apontou o representante da Rússia.

Churkin assegurou que seu país tem “uma mentalidade aberta”, mas reiterou que é preciso responder às “inquietações” antes que o Conselho adote uma decisão.

“Temos que assegurar-nos que não exacerbamos a situação, já que o objetivo final é pôr fim ao derramamento de sangue”, acrescentou.

Por sua parte, o embaixador da Líbia perante a ONU, Abdel Rahman Shalgam, pediu a outros países, particularmente à Itália, que se somem aos esforços franco-britânicos para assistir à população civil de seu país.

“Itália deve assumir a posição da França, Reino Unido e outros. Mais clara, mais forte e mais avançada”, acrescentou.

Os ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe expressaram no sábado, em reunião extraordinária no Cairo, seu apoio à imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia e reconheceram o comando rebelde líbio como interlocutor.

Seu secretário-geral, Amr Moussa, disse que a organização pedia ao Conselho de Segurança da ONU a imposição da exclusão aérea na Líbia “como uma medida preventiva e não militar”.

O comunicado final dessa reunião pedia ao Conselho de Segurança que assumisse “sua responsabilidade perante a deterioração da situação na Líbia” e adotasse “as medidas suficientes para impor imediatamente uma zona de exclusão à aviação líbia”.

Também solicitava “estabelecer zonas seguras nos lugares expostos ao bombardeio como medida preventiva que permita dar proteção ao povo líbio e aos residentes estrangeiros de diferentes nacionalidades”.

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