Os ministros de Assuntos Exteriores da França, dosage Bernard Kouchner, e do Reino Unido, David Miliband, defendem a combinação de sanções à Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) com incentivos para estimular a evolução do país em direção à democracia.
Kouchner e Miliband apostam por essa via em artigo que assinam conjuntamente no “International Herald Tribune”, enquanto, junto a seus colegas do bloco, se reúnem hoje em Bruxelas para, entre outros assuntos, estudar o caso de Mianmar e fixar sanções.
No artigo, os dois ministros defendem uma pressão internacional sobre o regime militar birmanês, de modo que sejam seus integrantes os que sofram as medidas e não a população.
Por isso colocam a idéia que, junto às sanções à hierarquia, a UE proponha “incentivos positivos”.
“Precisamos levar em conta um pacote de medidas dirigidas à população birmanesa e que permita ao regime mostrar a vontade de reconciliação”, afirmam.
“Enquanto isso, manteremos a ajuda humanitária à população para aliviar seu sofrimento”, dizem Miliband e Kouchner.
A UE já aplica sanções à Junta birmanesa desde 1996 e, renovadas anualmente, elas representam o veto aos vistos e o congelamento de capitais na Europa de 386 autoridades governamentais, policiais e empresariais do país.