Os ministros de Assuntos Exteriores da França, healing Bernard Kouchner, this site e da Holanda, physician Maxime Verhagen, se pronunciaram hoje a favor da adoção de sanções ao Irã fora da esfera da ONU, como forma de pressionar Teerã a suspender seu enriquecimento de urânio.
“Preferimos o reforço das sanções através do Conselho de Segurança da ONU”, mas se o organismo não chegar a um acordo, “queremos aplicar sanções da União Européia (UE) em combinação com as sanções americanas”, disse Verhagen, após se reunir com Kouchner em Paris.
No domingo, o chefe da diplomacia francesa havia defendido publicamente a aplicação de punições do bloco europeu ao Irã. Para Kouchner, estas medidas devem estar “separadas” das da ONU.
“Seriam sanções que cada país deveria adotar individualmente com seu próprio sistema bancário, comercial e industrial”, disse o ministro francês, que já pediu a grandes empresas francesas, principalmente as do setor petrolífero, que deixem de investir no Irã.
O titular de Assuntos Exteriores holandês disse que concorda com o chefe da diplomacia francesa quanto à importância de outros países da comunidade internacional se juntarem à iniciativa, já que, “quanto mais gente aplicar ( sanções) – UE, Estados Unidos e outros -, mais eficazes elas serão e maior será a pressão”.
Na semana que vem, o ministro francês participará de encontros em Nova York com os chefes da diplomacia das outras cinco potências envolvidas no caso iraniano (EUA, Rússia, China, Reino Unido e Alemanha).
A Rússia já disse que considera prematuro recorrer novamente ao Conselho de Segurança da ONU, que já emitiu duas resoluções de sanções contra o Irã.
Paralelamente às negociações realizadas em Nova York sobre uma nova resolução de punições, a França abordará “com o conjunto de seus parceiros da UE” as medidas a serem adotadas contra o Irã para que cumpra “suas obrigações internacionais”, disse hoje a porta-voz de Assuntos Exteriores, Pascale Andréani.
A funcionária tentou amenizar a declaração feita por Kouchner no domingo, de que, no caso nuclear iraniano, é preciso se preparar “para o pior, que é a guerra”.
Segundo a porta-voz, o ministro “não fez mais” do que repetir o que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tinha dito no final de agosto, quando afirmou que deveria ser feito de tudo para evitar uma “alternativa catastrófica: a bomba iraniana ou o bombardeio do Irã”.
O primeiro-ministro francês, François Fillon, qualificou de “extrema” a tensão com o Irã, mas ressaltou que ainda há lugar para a diplomacia e afirmou que as sanções não foram esgotadas.
“Um confronto com o Irã seria o último extremo que qualquer autoridade política pode desejar”, afirmou Fillon em discurso em Angulema, após visitar uma base militar.
Por causa das declarações de Kouchner, a oposição socialista pediu um debate no Parlamento sobre a questão nuclear iraniano, para que o Governo coloque “todas as cartas sobre a mesa”, e que o próprio Sarkozy “se expresse” perante os franceses.